
O fundador do grupo imobiliário chinês Evergrande, Hui Ka Yan, recebeu uma condenação à prisão perpétua nesta quinta-feira, 20 de agosto de 2026. A informação foi divulgada pela agência estatal Xinhua.
Além da pena de prisão, Hui, que também é conhecido como Xu Jiayin, teve todos os seus bens pessoais confiscados e perdeu os direitos políticos por toda a vida, conforme a decisão de um tribunal em Shenzhen, no sul da China.
O executivo e a Evergrande Group foram considerados culpados por uma série de irregularidades, como fraude financeira, superavaliação de ativos, ocultação de passivos e captação ilegal de depósitos. Ademais, foram acusados de produzir informações falsas sobre a empresa.
A sentença judicial destacou que as ações ilegais de Hui e do Evergrande Group causaram sérios danos à ordem do mercado econômico socialista, comprometendo não somente a propriedade pública e privada, mas também a integridade de funcionários públicos.
O Evergrande Group, que já foi a maior construtora do país, enfrenta uma crise financeira significativa, acumulando dívidas que chegam a US$ 300 bilhões desde 2021. A empresa recebeu multas no total de 15,82 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 2,27 bilhões) por suas práticas ilegais, incluindo uma multa de 8,82 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,23 bilhão) para o grupo e 7 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 1,04 bilhão) para a Evergrande Real Estate.
Formado na Universidade de Ciência e Tecnologia de Wuhan em 1982, Hui Ka Yan se destacou no setor imobiliário, fundando a Evergrande em 1996. A companhia foi listada na Bolsa de Hong Kong em 2009, após arrecadar cerca de 6 bilhões de dólares de Hong Kong em sua oferta pública inicial.
Em 2017, Hui foi considerado o homem mais rico da China, com um patrimônio estimado em US$ 43 bilhões, sendo frequentemente comparado a Donald Trump devido aos seus sucessos no setor imobiliário, sustentados por uma crescente dívida.
*Com informações da Reuters











