Flávio Bolsonaro lidera arrecadação eleitoral com R$ 44,49 milhões antes do prazo de contas

O prazo para a entrega da prestação parcial de contas das eleições de 2026 por partidos, federações, coligações e candidatos conclui-se neste domingo (13). Até o momento, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera a arrecadação, tendo declarado R$ 44,49 milhões em receitas de campanha. Em contraste, o pré-candidato Rui Costa Pimenta (PCO) apresenta a menor arrecadação entre os presidenciáveis já reportados, com apenas R$ 6,3 mil.
De acordo com análise do portal Valor, realizada com auxílio de inteligência artificial, foram examinadas mais de 10 mil doações registradas desde 30 de julho por mais de 9 mil doadores pessoas físicas, cujo dados foram inseridos no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A maior contribuição individual até o momento foi do empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso, que destinou R$ 2,3 milhões à campanha de Ronaldo Caiado (PSD), efetuando três transferências entre 27 e 31 de agosto.
O empresário Erasmo Carlos Battistella, CEO da Be8, destacou-se como o segundo maior doador, contribuindo com R$ 500 mil tanto para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto para Flávio Bolsonaro, que segundo pesquisas é o principal concorrente do atual presidente. Battistella, até agora, limitou seu apoio a essas duas campanhas.
Na lista dos maiores doadores, também figura Walter Schlatter, prefeito de Chapadão do Sul (MS) pelo PP, que destinou R$ 300 mil à campanha de Flávio Bolsonaro. Schlatter, que foi eleito em 2024, não registrou doações a outros candidatos.
No ranking dos recursos destinados pelos partidos dos candidatos à presidência, o PL de Flávio Bolsonaro lidera com R$ 42,9 milhões, seguido pelo PT com R$ 35,15 milhões. O PSD, por sua vez, divulgou R$ 4,11 milhões, enquanto o Novo arrecadou R$ 3,6 milhões e a Democracia Cristã, R$ 1,5 milhão. O PSTU e o Avante fecham a lista com valores de R$ 600 mil e R$ 50 mil, respectivamente.
A prestação de contas deve abranger todas as movimentações financeiras desde o início oficial da campanha até a última terça-feira (8). A divulgação pública dos dados está agendada para o dia 15 de setembro. O não cumprimento do prazo ou informações incongruentes com as movimentações financeiras efetivas é considerado uma infração grave pela legislação eleitoral.
Essa prestação de contas se revela crucial para o acompanhamento da transparência das campanhas eleitorais, especialmente em um cenário marcado por diversas pré-candidaturas e por um ambiente político altamente dinâmico à medida que as eleições se aproximam.











