
A reapropriação temporária das linhas 11, 12 e 13 pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ocorre após uma série de falhas e problemas operacionais, destacando-se um incidente grave envolvendo um incêndio em um trem com passageiros na zona leste de São Paulo. Segundo informações publicadas pelo UOL, essa mudança foi necessária para garantir a segurança dos usuários e responder às questões levantadas durante a concessão à Trens, a qual enfrentou sérios contratempos desde o início de sua operação.
Os trabalhadores ferroviários expressam sua preocupação com a falta de garantias sobre a continuidade de seus empregos após o prazo de 90 dias em que a CPTM estará à frente da operação. De acordo com o sindicato, há um temor real entre os funcionários convocados para a reabertura, pois não existem compromissos firmados a respeito do futuro de suas posições.
Reivindicações dos Ferroviários
Além de solicitar a manutenção dos postos de trabalho na CPTM, o sindicato também exige a reestatização das linhas transferidas para a iniciativa privada. Eles ressaltam a importância da aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025, que visa permitir a absorção dos empregados da CPTM pelo Estado, e pedem uma resposta oficial do governo até 31 de julho.
Problemas na Transição Operacional
Em nota divulgada após assembleia, a entidade sindical destacou que os funcionários da Trens não são os responsáveis diretos pelos problemas enfrentados pela população. Para eles, os problemas operacionais resultam de uma transição ineficaz, marcada por falta de treinamento adequado e supervisão, o que compromete a qualidade e a segurança do serviço ferroviário.
O sindicato também destacou que os recentes incidentes, como falhas operacionais, incêndios e interrupções no serviço, têm se tornado comuns, fazendo com que especialistas considerem a experiência dos ferroviários da CPTM vital para garantir a segurança e a eficiência do transporte, evitando novas situações de risco para os passageiros.
Ação da Artesp
Na última quinta-feira, em resposta à crescente crise nas linhas, a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) decidiu que a CPTM retomasse a operação das linhas por um período determinado de 90 dias. Esta medida visa investigar as falhas enfrentadas durante a concessão e encontrar soluções para os problemas identificados, especialmente os ocorridos nesta semana, que foram cruciais para a decisão da agência.











