
Pesquisadores descobriram no sítio arqueológico de Marathousa 1, na Grécia, as ferramentas de madeira manuais mais antigas conhecidas, relacionadas a um local de abate de elefantes de presas retas. Esses artefatos foram datados em aproximadamente 430 mil anos, no período do Pleistoceno Médio, e oferecem novas perspectivas sobre o uso de tecnologias baseadas em madeira por hominídeos.
O sítio apresenta evidências de atividades humanas em um refúgio glacial durante o estágio isotópico marinho MIS12. Os pesquisadores encontraram vestígios de fabricação e uso de ferramentas de pedra e osso, além do processamento de grandes animais. Os achados incluem restos de elefantes abatidos, instrumentos líticos, lascas e ossos trabalhados.
Entre as ferramentas de madeira, destaca-se um tronco de amieiro trabalhado, que possui marcas de uso indicativas de um instrumento multifuncional, possivelmente utilizado para escavação em áreas alagadas. Outro artefato pequeno, feito de salgueiro ou álamo, pode ter servido na confecção de ferramentas de pedra.
Evidências da Presença de Carnívoros
Adicionalmente, um terceiro fragmento de tronco apresenta marcas de garras atribuídas a um grande carnívoro, sugerindo a presença desses animais na área e indicando uma possível competição por recursos.
Os pesquisadores utilizaram análises morfológicas, microscópicas, tafonômicas e taxonômicas para confirmar que dois dos espécimes foram modificados por hominídeos, reforçando a importância do sítio para a compreensão do desenvolvimento tecnológico humano na época.











