
Uma mulher, identificada apenas como Maria para proteger sua identidade, denunciou seu ex-namorado, o dentista Jean José Dunga de Oliveira, de 41 anos, em Porto Velho, Rondônia, por supostamente transmitir HIV a ela e a pelo menos outras quatro mulheres. Segundo informações publicadas pelo Folha do Sul Online, Maria começou a apresentar sintomas como febres, dores intensas, infecções persistentes e cansaço logo após o início do relacionamento. Após realizar exames, ela foi diagnosticada com o vírus HIV.
Em agosto, o dentista foi condenado a cinco anos de prisão em regime semiaberto e ordenado a pagar R$ 50 mil em indenização à vítima, podendo recorrer da decisão. O Ministério Público de Rondônia alega que Jean teria transmitido o vírus intencionalmente e revelou que há possibilidade de outras vítimas. Após a condenação, o órgão solicitou uma nova prisão preventiva do acusado, que foi acatada pela Justiça na quarta-feira, 9 de setembro.
Maria buscou apoio no Núcleo de Atendimento às Vítimas do MP-RO em 28 de maio e seus relatos foram fundamentais para a prisão de Jean, que ocorreu em 10 de junho. “Estava doendo, mas eu iria fazer o que tivesse que fazer. Ele poderia enfrentar a impunidade de outras pessoas e de outras vítimas, mas da minha parte jamás ele terá impunidade”, declarou.
A denúncia sustenta que Jean sabia de seu diagnóstico há cerca de dez anos e não teria buscado tratamento antirretroviral. O caso traz à tona questões importantes sobre a responsabilidade de profissionais de saúde em relação às suas condições de saúde e o direito à informação clara e aberta nos relacionamentos. A situação traz preocupações para a sociedade, especialmente em relação à prevenção e tratamento adequados do HIV, além de enfatizar a importância de se quebrar o silêncio sobre tais questões.
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