
As ameaças à cibersegurança em 2026 vão além das senhas comprometidas. Os deepfakes, impulsionados pelo avanço da inteligência artificial, emergem como uma preocupação significativa no Brasil, onde seu uso mais que triplicou entre 2024 e 2025, conforme reportado pelo News Rondônia.
Entendendo os deepfakes
Deepfakes referem-se a mídias (áudios, vídeos ou imagens) geradas por IA que imitam pessoas reais de maneira convincente. Essas ferramentas, que são cada vez mais acessíveis, permitem que indivíduos mal-intencionados produzam conteúdo falso de forma simplificada, tornando a identificação de fraudes mais desafiadora.
A ameaça reside na habilidade dos deepfakes de explorar a confiança do usuário, substituindo práticas tradicionais de cibercrime, como phishing, por simulações mais realistas e sofisticadas.
Usos dos deepfakes no crime
Os deepfakes estão sendo empregados em diversas áreas delituosas, como:
- Fraude financeira: criminosa se fazendo passar por executivos para manipular pagamentos.
- Engenharia social: golpes personalizáveis com a utilização de vozes ou rostos clonados.
- Desinformação: criação de vídeos falsos de figuras públicas para disseminar narrativas falsas.
- Roubo de identidade: combinação de dados reais e falsos para burlar sistemas de verificação.
Estratégias de proteção contra deepfakes
Apesar da ascensão dos deepfakes, existem ações que podem ser tomadas para preservar a segurança digital dos usuários.
Utilizar uma VPN
Embora uma VPN não bloquee deepfakes diretamente, ela protege a privacidade do usuário ao criptografar sua conexão e ocultar seu IP. Isso diminui a quantidade de dados pessoais que podem ser captados.
Verificação dupla
Recomenda-se que usuários verifiquem solicitações críticas por canais distintos. Uma breve confirmação através de uma ligação pode evitar situações problemáticas.
Limitar compartilhamentos online
Os deepfakes dependem de dados disponíveis, como imagens e gravações. Limitar o que é compartilhado online pode dificultar a imitação.
Formar um senso crítico
Os usuários devem estar cientes das ameaças emergentes e desenvolver ceticismo diante de situações inesperadas, o que pode ajudar na prevenção contra deepfakes.
Deepfakes, uma ameaça maior que ransomware
Historicamente, o ransomware foi visto como uma das maiores ameaças cibernéticas por bloquear acessos a sistemas. No entanto, deepfakes representam um risco diferente, pois muitas vezes passam despercebidos até que danos ocorrem.
Um único deepfake pode causar danos à reputação e prejuízos financeiros, sem a necessidade de malware, ao enganar usuários em interações aparentemente legítimas.
Novas diretrizes em cibersegurança
Os deepfakes desafiam a percepção e a confiança do público, exigindo uma abordagem inovadora na cibersegurança, que agora deve focar na proteção da capacidade de discernir entre o verdadeiro e o falso.








