
Uma tragédia foi registrada em Rondônia, onde uma criança de nove anos faleceu em decorrência de uma infecção rara causada pela ameba Naegleria fowleri, conhecida como “comedora de cérebro”. A vítima, que residia em Machadinho D’Oeste, estava internada no Hospital Regional de Cacoal.
O diagnóstico foi confirmado no dia 10 de abril, após análises do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. Contudo, a criança já havia falecido no dia 3 de abril, antes da confirmação do caso. A investigação do caso foi realizada pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa).
De acordo com a Agevisa, em um comunicado divulgado na última quinta-feira, a infecção ocorre quando água contaminada entra pelas narinas durante atividades em água doce não tratada. Este organismo se desloca pelo nervo olfatório até o cérebro, provocando meningoencefalite amebiana primária, que resulta em grave destruição do tecido cerebral.
“A doença não é transmitida pela ingestão de água contaminada, nem de pessoa para pessoa. A infecção ocorre apenas pela entrada da água pelo nariz”
Orientações à População
Surlange Ramalhães, chefe do Núcleo de Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da Agevisa, ressaltou a importância das medidas preventivas que a população deve adotar, como:
- Evitar contato de água não tratada nas narinas, especialmente durante mergulhos em rios, lagos e açudes;
- Usar água tratada ou fervida para higiene nasal;
- Prestar atenção à qualidade da água utilizada em atividades domésticas, como a lavagem de objetos e utensílios que possam entrar em contato com as vias respiratórias.
Sinais de Alerta
Os primeiros sintomas da infecção incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos. A evolução dos sintomas pode ser rápida e levar a quadros graves, portanto, em caso de suspeita, atenção médica imediata é essencial.
A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia continua monitorando a situação para evitar novos casos.









