
A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, desaparecida desde 17 de dezembro de 2025, foi vista pela última vez no elevador de um condomínio em Caldas Novas, Goiás. Antes de seu desaparecimento, ela trocou denúncias com Cleber Rosa de Oliveira, síndico do prédio, sobre ações de perseguição e conflitos relacionados à administração do condomínio.
Cleber Rosa é acusado de perseguir Daiane entre fevereiro e outubro de 2025, após desentendimentos que começaram em novembro de 2024. Documentos de denúncia obtidos pelo Ministério Público indicam que a corretora administrava imóveis no condomínio, sendo que, em uma locação, ela alugou um apartamento para duas famílias, totalizando nove pessoas, ultrapassando o limite permitido de hóspedes.
O promotor Christiano Menezes da Silva Caires relatou que Cleber dificultou requisições de Daiane, exigindo que solicitações de manutenção fossem feitas presencialmente e através de requerimentos com assinatura reconhecida em cartório. Além disso, ele teria:
- Interrompido o fornecimento de água, energia elétrica, gás e internet nos apartamentos administrados por Daiane.
- Monitorado a movimentação dela e de seus hóspedes por meio de câmeras de segurança, enviando imagens para a irmã de Daiane.
- Confrontado-a frequentemente, inclusive com agressões físicas, resultando em um processo separado por lesão corporal.
O promotor destacou que as ações de Cleber ameaçaram a integridade física e psicológica de Daiane, reduzindo sua liberdade e privacidade, o que levou à abertura de diversas queixas contra ele em esferas cíveis e criminais.
A defesa de Cleber afirmou que suas ações foram realizadas no cumprimento de deveres legais como síndico, visando à manutenção da ordem condominial. A acusação de violação de domicílio foi sustentada pelo sigilo em relação aos conflitos recentes.
O Ministério Público de Goiás confirmou a existência das denúncias, mas ressaltou que não há evidências que liguem essas ações ao desaparecimento de Daiane. Cleber não é investigado pelo caso e colaborou com as autoridades fornecendo informações e acessos necessários para a investigação.
Contexto do Desaparecimento
O desaparecimento de Daiane gerou ampla repercussão. Os familiares relatam que não tiveram contato com ela desde a manhã do dia 17 de dezembro de 2025, e imagens de câmeras de segurança mostram que ela se despediu de um vizinho antes de sumir. Após descer do elevador até o subsolo do prédio, a comunicação com o vizinho foi interrompida por um corte de dois minutos nas filmagens. Um novo registro a mostra retornando sozinha ao elevador e subindo novamente.
A Delegacia de Homicídios assumiu a investigação, que percorre o caminho de possíveis crimes relacionados ao desaparecimento. O desfecho do caso ainda é incerto, mas permanece no foco das autoridades e da comunidade local.
Notas de Defesa
A defesa de Daiane refuta as acusações relacionadas à violação de domicílio, afirmando que sua conduta foi uma reação a uma situação de risco, com a intenção de proteger seu padrasto idoso. Em contrapartida, a defesa de Cleber afirma que ele não é investigado e que sua atuação foi sempre legal.
O caso da corretora continua em investigação, com a opinião pública atenta aos desdobramentos e à luta por respostas sobre seu paradeiro.











