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Esportes

Conselheiros do São Paulo pedem afastamento de Harry Massis por crise financeira

Na última quinta-feira (25), conselheiros do São Paulo protocolaram uma petição solicitando o afastamento cautelar do presidente Harry Massis. A demanda é fundamentada em normas do Estatuto Social do clube e em legislações relacionadas ao esporte, como a Lei Geral do Esporte e a Lei do Profut. De acordo com informações publicadas pelo UOL, os autores argumentam que há um “robusto conjunto probatório” que justifica essa medida enquanto as investigações estão em andamento.

Motivos para o Afastamento

Um dos principais motivos citados para a representação é o embargo nas transferências imposto pela FIFA devido a uma dívida relacionada à contratação do volante Marcos Antonio. Segundo os conselheiros, essa sanção evidencia graves falhas na governança, além de sinalizar uma possível gestão temerária, o que compromete a credibilidade e o planejamento esportivo do São Paulo.

Além disso, a petição ressalta os atrasos salariais admitidos pelo diretor executivo de futebol, Rafinha. Os conselheiros afirmam que esses atrasos reforçam a impressão de fragilidade na gestão administrativa e financeira do clube.

Crise Financeira Revelada em Áudio

Outro ponto debatido na petição é o vazamento de um áudio onde Harry Massis menciona a falta de recursos para contratações e as dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube. Esta declaração, segundo os conselheiros, retrata publicamente um cenário de colapso financeiro, especialmente em um momento crítico, como a véspera de uma partida decisiva. Além disso, o discurso de escassez orçamentária contrasta com atos da diretoria, como a demissão de Hernán Crespo e a contratação de Dorival Júnior.

Responsabilidade do Presidente

Os conselheiros pontuaram que Massis, devido ao seu histórico na vice-presidência, não pode alegar desconhecimento das finanças do clube. Como membro do Conselho de Administração, ele tinha responsabilidade sobre as conduções institucionais da entidade.

Ainda, foi destacado que Massis ficou mais de 90 dias na presidência sem nomear os três conselheiros independentes exigidos pelo Estatuto Social. A regularização dessa situação somente ocorreu após solicitações formais de associados e outros conselheiros, indicando uma falta de zelo com as normas do clube.

Com a repercussão dessa petição, o futuro de Harry Massis à frente do São Paulo está em xeque, com implicações que podem afetar a estrutura administrativa e esportiva do clube. Aguardamos mais desdobramentos sobre essa situação.

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