
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) marcou presença no lançamento da Coalizão pelos Biocombustíveis, realizado na Câmara dos Deputados em Brasília na quarta-feira (4). O evento teve a participação de representantes do setor produtivo e do Congresso Nacional.
A coalizão é uma colaboração entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio), a Frente Parlamentar do Etanol e a Frente Parlamentar da Economia Verde, com o objetivo de monitorar a regulamentação da Lei do Combustível do Futuro e fortalecer a transição energética no Brasil.
Atuação do agro na transição energética
No evento, Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, enfatizou a importância dos produtores rurais na promoção dos biocombustíveis. Ele destacou a contínua atuação da entidade na discussão sobre agroenergia no Brasil, citando as três edições do seminário Agroenergia – Transição Energética Sustentável, que abordaram as cadeias de etanol, biodiesel, biogás e biometano.
“Nossa ideia é sempre promover o agro como agente da transição energética. O Brasil tem uma agricultura consolidada e tecnologia para produzir biocombustíveis. Por isso, acreditamos que a Coalizão vai reforçar o reconhecimento do país como potência agroenergética”, afirmou Lucchi.
Agenda de biocombustíveis para 2026
Lucchi também indicou que, em 2026, a CNA direcionará esforços para os combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e biobunker, considerados estratégicos para a matriz energética brasileira.
Além da Lei do Combustível do Futuro, a Coalizão monitorará a regulamentação do Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten) e do Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), integrando diversas iniciativas do setor em sua agenda.
A cerimônia foi liderada pelo deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), um dos criadores da Coalizão, e contou com a presença de parlamentares, autoridades, especialistas e técnicos de entidades do setor.










