
Uma pesquisa realizada pelo instituto Quaest e divulgada pela NSC revela que 29% dos eleitores de Santa Catarina se identificam como independentes em relação às suas posições políticas, evitando rótulos como bolsonarista ou lulista. Esta informação, embora tenha passado despercebida em meio a outros dados sobre intenções de voto nas eleições para o Senado Federal, governo do Estado e Presidência da República, é considerada altamente significativa, refletindo uma possível abertura para uma terceira via política.
A pesquisa indica que esses eleitores independentes não se alinham nem à esquerda nem à direita, sugerindo que existe um espaço potencial para candidatos de uma terceira via que possam romper a polarização política que caracteriza o cenário atual no Brasil. Apesar de a viabilidade de tal alternativa parecer distante no contexto federal, o número expressivo de eleitores que se identificam como independentes pode influenciar a dinâmica eleitoral, especialmente em uma eleição marcada por divisões equivocadas entre “esquerdistas” e “direitistas”.
Esse eleitorado, que representa cerca de um terço do total, pode optar por “o menos pior” em uma eleição polarizada. Essa incerteza leva à conclusão de que a volatilidade dos eleitores independentes poderia ser um fator decisivo nas urnas. Segundo a pesquisa, esse grupo pode direcionar seu voto tanto para a direita quanto para a esquerda, dependendo da direção que as campanhas políticas tomarem. Os partidos geralmente têm facilidade para identificar e monitorar eleitores que já estão comprometidos com ideologias partidárias, mas a natureza discreta e imprevisível dos independentes torna esses votos mais difíceis de rastrear.
A situação não se limita a Santa Catarina, já que a Quaest detectou que, em nível nacional, 32% dos eleitores se definem como independentes. Este grupo, geralmente menos engajado na política, pode se tornar crucial em um cenário eleitoral onde o fator rejeição pode contar mais do que propostas concretas e qualificações dos candidatos. Em um pleito onde as eleições estão cada vez mais centradas em emoções e percepções do eleitorado, o voto desses independentes poderá ser o que determina o resultado final.
Enquanto os partidos intensificam suas campanhas e ajustam suas estratégias para tentar conquistar esse eleitorado, as próximas semanas serão importantes para observar como as ações políticas e as propostas apresentadas poderão atrair esse grupo significativo de eleitores. À medida que se aproximam as eleições, a capacidade de entender e se comunicar com os independentes pode ser um diferencial decisivo para os candidatos que buscam a vitória em 2026.











