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Brasil

Ativista brasileiro deportado por Israel chega a São Paulo sob protestos de apoio

Thiago Ávila, ativista brasileiro em defesa dos direitos palestinos, foi deportado por Israel e chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo, na tarde desta segunda-feira (11). O voo com Ávila pousou pouco após as 17h, onde foi recebido por apoiadores e militantes, conforme informações do Metrópoles.

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Detido desde 29 de abril, Thiago Ávila estava com o ativista espanhol Saif Abukeshek. Ambos faziam parte da flotilha Global Sumud, que tentava levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, quando foram interceptados por forças israelenses em águas internacionais.

Denúncia de Violação de Direitos Humanos

A deportação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel, além de serem denunciadas por organizações de direitos humanos, como a Adalah. A ONG expressou sua preocupação, afirmando que a detenção e o tratamento dos ativistas constituem uma “flagrante violação do direito internacional”.

A Adalah descreveu a utilização de tortura e interrogatórios como uma estratégia inaceitável para silenciar a solidariedade global em apoio aos palestinos, especialmente em Gaza.

Relatos de Ameaças e Isolamento

Familiares de Thiago Ávila afirmaram que ele enfrentou ameaças de morte durante sua detenção e que autoridades israelenses informaram que poderia ficar preso por até um século. Sua esposa, Lara Souza Ávila, relatou que Thiago permaneceu em uma cela solitária sob luzes fortes 24 horas por dia, levando à privação de sono e desorientação.

Objetivo da Flotilha: Ajuda Humanitária

A prisão de Thiago e Saif ocorreu durante uma operação israelense direcionada à flotilha Global Sumud. Essa missão reunia cerca de 22 embarcações e 175 ativistas de diferentes nacionalidades, cujo intuito era fornecer ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza.

O governo israelense alega que a flotilha possui ligações com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA), uma entidade que, segundo os Estados Unidos, estaria vinculada ao Hamas. Entretanto, os organizadores da missão negam qualquer conexão com grupos armados, reafirmando que a iniciativa era puramente humanitária.

Condenação Internacional

Os governos do Brasil e da Espanha se manifestaram em nota conjunta, condenando a detenção dos ativistas e reiterando a importância do respeito ao direito internacional e às garantias humanitárias.

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