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Agronegócio

Algodão brasileiro melhora qualidade e fortalece competitividade na safra 2024/25

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) apresentou o Relatório de Qualidade da Safra 2024/2025, referente a análises realizadas em dezembro. O estudo revela avanços significativos na qualidade da fibra de algodão brasileira, destacando melhorias em parâmetros físicos e tecnológicos que visam aumentar a competitividade nos mercados interno e externo.

Entre as principais conclusões, 72,04% das amostras analisadas apresentaram micronaire entre 3,7 e 4,2, indicando um equilíbrio favorável da fibra. O pesquisador da Embrapa Algodão, João Paulo Saraiva, observa que esse resultado sugere um algodão com bom conteúdo de celulose, o que pode beneficiar o desempenho durante o processo industrial.

Avanços em indicadores tecnológicos

O relatório também evidencia melhorias nos indicadores de resistência, comprimento e uniformidade. A análise revela que 96,44% das amostras possuem resistência igual ou superior a 27,9 gf/tex. Adicionalmente, 78,25% das amostras apresentaram comprimento mínimo de 1,14 polegada (29 mm), enquanto 94,08% atingiram um índice de uniformidade superior a 80%.

Outro dado relevante foi a proporção de fibras curtas: 78,73% das amostras tiveram um índice abaixo de 10%, destacando a presença de fibras mais longas e estáveis, essenciais para a fiação. Deninson Lima, gerente de qualidade da Abrapa, ressalta que esses avanços demonstram uma evolução constante na produção nacional, com um crescimento significativo desde a safra 2020/2021.

No que diz respeito à cor da fibra, 86,15% das amostras apresentaram grau de reflectância (Rd) igual ou superior a 75,0. Ademais, 79,6% registraram índice de amarelo inferior a 9,0, sendo o tipo 31 o mais predominante, representando 42,7% da safra. Os tipos 11, 21 e 31 juntos totalizam 72,2% das classificações.

Deninson Lima conclui que os dados obtidos confirmam a qualidade da safra. “A safra 2024/2025 pode ser considerada de excelente qualidade, o que contribui para um aumento no consumo do algodão pelas fiações, embora haja espaço para melhorias nos próximos anos”, afirma.

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