
A Aldeia Gamir, situada na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondônia, comemora conquistas significativas na recuperação de suas terras durante o Abril Indígena. Conforme reportado pelo News Rondônia, por meio do Projeto Regenera, em colaboração com a Ecoporé, 70 hectares de pastagens deterioradas estão em processo de transformação em floresta.
Atualmente, o trabalho de restauração já apresenta resultados evidentes. Espécies leguminosas, como feijão-de-porco e guandu, estão crescendo até 1,80 metro de altura. Essas plantas são essenciais para a fixação de nitrogênio no solo, preparando a área para o cultivo de árvores nativas e a futura implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs).
Integração de Conhecimento e Suporte Técnico
Segundo Uraan Suruí, vice-cacique geral do povo Paiter Suruí e cacique da Aldeia Gamir, o projeto potencializa as iniciativas previamente realizadas pela comunidade. A junção do conhecimento ancestral indígena com o suporte técnico da Ecoporé significa uma recuperação da natureza de forma acelerada e sustentável.
“Para mim, como liderança e filho desse território, essa restauração é mais do que plantar árvores; é reconstruir a vida”, declarou Uraan. O foco está em eliminar gramíneas exóticas e revitalizar solos prejudicados por anos de pecuária, restaurando a fertilidade natural da terra.
Monitoramento e Sustentabilidade Econômica
Os dados técnicos colhidos no primeiro trimestre de 2026 confirmam a eficácia da metodologia adotada. O primeiro talhão de 40 hectares, plantado em dezembro de 2025, já iniciou sua fase de floração. A expectativa é que as sementes produzidas nessas áreas sejam colhidas e utilizadas pelos indígenas para comercialização ou replantio em novos projetos.
| Talhão | Data de Implantação | Status Atual (Abril/2026) |
| 1º Talhão | Dezembro/2025 | Plantas com 1,80m e início de floração |
| 2º Talhão | Fevereiro/2026 | Fase de crescimento e cobertura do solo |
Além dos benefícios ambientais, o projeto reforça a soberania econômica da Aldeia Gamir. A partir do segundo ano, a combinação de culturas alimentares garantirá segurança nutricional e financeira para as famílias, demonstrando que a conservação da floresta é mais lucrativa e crucial para as gerações futuras.













