
Em meio às tensões entre Brasília e Washington, fontes do Departamento de Estado americano informaram à CNN Brasil que o governo dos Estados Unidos respeitará as eleições brasileiras. A declaração surge em um contexto de impasse sobre a nomeação do político republicano Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump para ser o embaixador no Brasil.
Na nota, o departamento afirma: “Respeitamos o povo brasileiro e qualquer governo que eles escolham livremente por meio de eleições livres e justas no Brasil. Temos mantido relações com governos de ambos os lados do espectro político no Brasil e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”.
Informações adicionais revelam que o Brasil deve continuar adiando a decisão sobre o agrément—autorização para que Perez assuma o cargo—até após as eleições, um processo que, segundo os diplomatas americanos, pode demorar. No dia 7 de agosto, o Senado dos Estados Unidos aprovou a nomeação de Perez, mas a autorização do governo Lula ainda não foi dada.
O atraso na nomeação se insere em um quadro mais amplo de tensões diplomáticas. Em março, o Brasil negou vistos para uma delegação americana que participaria de um fórum sobre minerais críticos e, recentemente, também negou vistos de viagem a oficiais do Bureau de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho.
Medida de reciprocidade
A resposta do Departamento de Estado também menciona que a recusa de vistos aos diplomatas americanos e o atraso na concessão de agrément resultaram em uma medida recíproca: a embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Viotti, teve o visto revogado. De acordo com a nota, a intenção é deixar claro que as limitações não podem ser unilaterais.











