
O governo do Paraguai reafirmou, na última sexta-feira (31), sua reivindicação ao Brasil pela devolução de itens históricos da Guerra do Paraguai, após recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que intensificaram as tensões diplomáticas entre as duas nações.
Entre os objetos solicitados estão dois canhões militares, bem como documentos relevantes que foram preservados em museus e arquivos brasileiros durante a Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870).
De acordo com informações publicadas pelo Estadão, a devolução desses itens é considerada uma demanda histórica do Paraguai e foi reiterada por representantes do Itamaraty, que ainda não se manifestaram sobre o pedido de repatriação.

Em 2014, Miguel Solano López, bisneto do ditador Francisco Solano López, já havia solicitado a devolução de itens semelhantes durante seu mandato como embaixador paraguaio em Londres, destacando a importância emocional desses objetos para o povo paraguaio.
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p data-component-name=”paragraph” class=”styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default “>Na década de 1970 e novamente em 1980, o Brasil já havia feito devoluções parciais, incluindo a espada de Solano López. Contudo, a questão permanece em pauta, especialmente após as declarações polêmicas do presidente Lula, que mencionou a guerra durante um discurso em Jacareí, São Paulo, no dia 24.
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p data-component-name=”paragraph” class=”styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 geGWDE theme-default “>Lula referiu-se ao Paraguai como o país que “decidiu invadir o Brasil”, o que provocou reações severas de autoridades paraguaias. O vice-presidente Pedro Alliana e o ministro das Relações Exteriores Rubén Ramírez Lezcano convocaram o embaixador brasileiro em Assunção, José Antonio Marcondes, para apresentar um protesto formal e expressar seu desagrado em relação às declarações de Lula.
Aliana afirmou que a administração de Santiago Peña comunicou sua posição ao mais alto nível ao governo brasileiro, indicando que essa mensagem foi passada diretamente a Lula. Além disso, a chancelaria paraguaia informou que houve uma conversa telefônica entre os presidentes dos dois países.
O episódio entre os dois governos gerou um ambiente de tensão que, segundo informações do Estado, foi moderado pelas autoridades paraguaias, que aguardaram antes de agir em resposta, seguindo a praxe diplomática e atendendo a pressões da opinião pública e do Congresso nacional, que exigiam um pronunciamento claro.
A Câmara dos Deputados paraguaia também emitiu uma declaração exigindo respeito pela memória dos paraguaios que sofreram enormemente durante a guerra, reafirmando a posição de que a sociedade paraguaia ainda luta para superar as consequências do conflito.











