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Polícia Federal deflagra operação contra ex-prefeito de Belford Roxo por lavagem de dinheiro

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta terça-feira (7), uma operação de busca e apreensão com foco em Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e indicado ao Senado pelo pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Juntamente com Canella, o delegado Marcus Amin, ex-chefe da Polícia Civil na administração de Cláudio Castro (PL), também é alvo das investigações.

Operação Unha e Carne

Esta ação legal é parte da sexta fase da Operação Unha e Carne, sob a supervisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é desarticular uma suposta organização criminosa envolvida com a lavagem de dinheiro através de postos de combustíveis, em que agentes públicos estariam supostamente participando.

Mandados e Investigações

Conforme reportado pela Folha de S.Paulo, estão sendo cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em locais como a capital fluminense, além de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A operação investiga a movimentação de mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As suspeitas incluem contratações diretas ilegais e lavagem de dinheiro, podendo surgir novas evidências ao longo das apurações.

Análise do Cenário Político

Durante sua gestão em Belford Roxo, Canella nomeou dois secretários municipais que tinham condenações por práticas de milícia, o que levanta ainda mais questionamentos sobre sua administração. Amin, que assumiu a chefia da Polícia Civil em outubro de 2023 sob pressões políticas, foi exonerado em setembro de 2024. Após sua saída, ele assumiu um cargo na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), também sob a direção de Rodrigo Bacellar (PL), atualmente detido.

A relação entre Canella e Amin é notável, uma vez que o ex-prefeito conferiu ao delegado a medalha Tiradentes, a mais alta comenda da Alerj, quando ainda exercia mandato como deputado estadual.

A reportagem da Folha tentou contato com Canella, mas até o momento não obteve resposta. As investigações continuam em andamento, com as autoridades buscando desvelar mais informações sobre possíveis irregularidades.

Conforme o desenrolar da operação, mais detalhes podem ser revelados, reforçando a complexidade das relações entre agentes políticos e ações criminosas.

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