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Nu Holdings despenca 30% em 2026 após troca de CFO e recomendações de venda em alta

O desempenho das ações da Nu Holdings (NYSE: NU) não é animador esta semana. A empresa, controladora do Nubank, viu seus papéis atingirem um novo mínimo intraday em 52 semanas na terça-feira, apresentando uma queda de 9% nos primeiros dois dias de negociação, contrastando com as leves altas do mercado.

As ações da Nu e de outras fintechs latino-americanas perderam prestígio recentemente. No acumulado de 2026, os papéis da Nu Holdings despencaram cerca de 30%. A instabilidade econômica e a crescente concorrência são fatores agravantes, mas nesta semana, a razão para a queda é clara: a nomeação de um novo CFO gerou desconfiança entre os analistas, resultando em duas reavaliações negativas.

Mudanças na administração

Analistas do Bank of America, sob a liderança de Mario Pierry, rebaixaram as ações da Nu Holdings de neutras para underperform. O analista, que já não mantinha uma perspectiva otimista, agora é fortemente pessimista em relação às perspectivas de curto prazo da empresa, reduzindo o preço-alvo de US$ 16 para US$ 10, abaixo do valor de abertura do dia seguinte após a venda agressiva.

A principal preocupação com a Nu gira em torno da inesperada saída de seu CFO, Guilherme Lago, que esteve na posição desde 2021. Lago desempenhou um papel crucial ao levar a empresa a tornar-se pública e implementar uma disciplina financeira que possibilitou um crescimento rápido e rentável.

Seu sucessor, Rob Livingston, traz uma vasta experiência de 30 anos, tendo atuado como CFO da Visa para a América do Norte, embora sua expertise não seja o mercado latino-americano. No entanto, a recente solicitação de um charter bancário para os EUA e a aquisição dos direitos de nomeação do estádio da Major League Soccer em Miami, onde atua Lionel Messi, indicam que a expansão norte-americana pode ser parte do futuro da empresa.

Desafios e Oportunidades

As preocupações de Pierry vão além da mudança de liderança. O Bank of America observa uma escalada nas preocupações de crédito no Brasil, aumento da concorrência e a possibilidade de prejuízos crescentes, que podem pressionar as margens líquidas da Nu. Valendo lembrar que o preço-alvo havia sido diminuído de US$ 17 para US$ 16 há apenas duas semanas, em razão do recuo na rentabilidade.

No entanto, há um aspecto positivo: a Nu continua a crescer. No último trimestre, embora a taxa de crescimento dos lucros tenha se estabilizado em relação à receita, a última declaração financeira revelou um aumento de 42% na receita e um respeitável crescimento de 41% no lucro.

Atualmente, a Nu está sendo negociada a 14 vezes os lucros esperados para este ano e menos de 11 vezes para o próximo. Embora as ações de fintechs geralmente apresentem um desconto em comparação com os múltiplos do mercado, a Nu continua a se destacar pelo seu crescimento robusto em comparação com seus pares.

A expansão para a América do Norte e outros mercados poderá pesar sobre as margens já encolhidas, mas o Brasil permanece um mercado vantajoso, com aumento da receita média por usuário e custos de atendimento estáveis.

O que esperar para o futuro da Nu Holdings?

Antes de investir em ações da Nu Holdings, é essencial considerar as novas avaliações do mercado.

Recentemente, a equipe de analistas do The Motley Fool Stock Advisor destacou que as ações da Nu Holdings não fazem parte dos 10 melhores papéis para se investir atualmente, sugerindo que outras opções possam oferecer melhores retornos no longo prazo.

A equipe do Stock Advisor, com histórico de rendimento superior ao S&P 500, oferece uma perspectiva valiosa. Fique atento às últimas análises e listas disponíveis para investidores.

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