
A sexta fase da operação **Compliance Zero**, iniciada na quinta-feira (14), mira integrantes da **Polícia Federal** acusados de colaborar com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e proprietário do Banco Master. A investigação revelou a participação de agentes federais e operadores de jogos de azar em esquemas ilícitos, visando beneficiar Vorcaro.
Conforme publicado pela **CNN Brasil**, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), informou que estruturas operacionais conhecidas como “A Turma” e “Os Meninos” funcionavam para atender interesses de membros centrais do grupo.
## Grupos e suas Atividades
### “A Turma”
O núcleo **”A Turma”** é acusado de envolvimento em ameaças, intimidações, coleta clandestina de informações e acesso irregular a sistemas governamentais. Polícias federais, tanto na ativa quanto aposentados, juntamente com associados do jogo do bicho, estariam envolvidos nessas operações.
### “Os Meninos”
Já o grupo **”Os Meninos”** focava em atividades online, incluindo ataques cibernéticos e monitoramento ilegal. Esperava-se que agentes com habilidades de hacking fossem pagos para executar estas tarefas.
Ambos os grupos operavam sob a supervisão de **Felipe Mourão**, devotados a atender solicitações de **Daniel Vorcaro** e, segundo novas evidências, também de **Henrique Moura Vorcaro**.
As investigações apontaram que **Manoel Mendes Rodrigues** atuava como “operador do jogo do bicho” e liderava um braço local da organização no Rio de Janeiro, onde teria coordenado ações intimidadoras.
A documentação judicial indicou que Rodrigues participava de atividades intimidatórias em Angra dos Reis, envolvendo figuras como Marilson, Felipe Mourão, Henrique Vorcaro e Sebastião Monteiro.
No núcleo **”Os Meninos”**, **Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos** desempenhava funções logísticas e técnicas, realizando uma série de tarefas que incluem pagamentos e aquisição de domínios na internet.
## Ação Judicial e Desdobramentos
O ministro Mendonça também determinou o afastamento de uma delegada da PF e a prisão de um agente ativo envolvidos no vazamento de informações. Outras ações de busca e apreensão foram direcionadas a dois agentes aposentados.
As investigações previamente iniciadas revelaram que o grupo, supostamente contratado por Vorcaro, tinha acesso a dados expedidos pelo MPF, PF e até agências internacionais como o FBI.
Além de ter acesso a informações sobre as investigações, Vorcaro documentou detalhes sobre autoridades e procedimentos em curso, utilizando essa inteligência para potencialmente interferir nas apurações.
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, liderava as operações da **”A Turma”**, realizando consultas em sistemas restritos de segurança pública, utilizando credenciais fraudulentas. Esse acesso ilegal resultou na obtenção de informações protegidas por sigilo institucional.
Conforme relatado pela **CNN Brasil**, as consequências dessa operação podem ser significativas, levantando questões sobre a integridade das instituições envolvidas.



