
O bitcoin (BTC) registrou uma alta nesta quarta-feira, 1º de abril, impulsionado por um otimismo global resultante de sinais de possível desescalada no conflito entre os Estados Unidos e o Irã. A declaração do presidente Donald Trump, indicando que a guerra pode ter um fim em um intervalo de duas a três semanas, contribuiu para um rali em ativos de risco. Com isso, o petróleo apresentou uma queda, aliviando a pressão sobre o mercado de criptomoedas.
Essa mudança de cenário é significativa, visto que, nas últimas semanas, o bitcoin enfrentava pressões não apenas internas ao universo cripto, mas também externas, devido a fatores geopolíticos. O bloqueio parcial do Estreito de Ormuz e a alta dos preços do petróleo reavivaram preocupações com a inflação, diminuindo a possibilidade de cortes na taxa de juros promovidos pelo Federal Reserve (Fed). Agora, com a perspectiva de uma resolução mais rápida, parte do risco implícito começou a ser removido do mercado.
Entradas positivas em ETFs
Além das dinâmicas no cenário internacional, o bitcoin também recebeu suporte com o aumento do fluxo de entradas em ETFs spot nos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas por Gil Herrera, diretor de Estratégia e Operações da Bitget para a América Latina, as entradas líquidas voltaram a ser positivas nesta semana, com mais de US$ 117 milhões registrados na última sessão. Isso sugere um início de retomada do interesse institucional pelo ativo.
Análise de mercado
Conforme relatório da Vault Capital, embora a alta recente indique uma melhora no curto prazo, o quadro geral ainda apresenta fragilidades. Os analistas chamam atenção para a estrutura dos derivativos, destacando que na última sexta-feira, 27 de março, ocorreu a expiração de US$ 14,16 bilhões em opções de bitcoin na Deribit, representando a maior expiração do ano. Essa situação pode permitir oscilações mais intensas no preço nos próximos dias, aumentando a sensibilidade do mercado a novos eventos macroeconômicos.
Níveis de suporte do bitcoin
Em suma, apesar da melhora no ambiente de mercado, a análise sugere que a condição ainda não é estável. Os analistas indicam que a faixa de US$ 67 mil é um suporte crítico para a moeda. Se o bitcoin cair abaixo dessa marca, os níveis de US$ 61,5 mil e US$ 60 mil ganharão relevância. Para que a tendência de alta seja considerada mais robusta, o ativo precisaria ultrapassar os US$ 75,9 mil.
Aproximadamente às 11h27, o bitcoin era negociado a US$ 67.667,12, conforme relato do CoinGecko. Em termos de reais, o ativo equivalia a R$ 352.821,05, segundo dados do CoinTrader Monitor. Entre as principais altcoins, o ether (ETH) era encontrado a US$ 2.099,37, a BNB a US$ 614,54, o XRP a US$ 1,33 e a solana (SOL) a US$ 82,49, também em referências do CoinGecko.
Informações foram reportadas pelo Valor Econômico.











