
Durante uma reunião em Brasília nesta terça-feira, o PL (Partido Liberal) oficializou a candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro. O evento, que contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro, do deputado federal Altineu Côrtes e do governador Cláudio Castro, confirmou também que Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, será o vice na chapa. Lisboa era uma opção cogitada por Eduardo Paes, do PSD, mas acabou se unindo ao PL após o acerto de uma aliança com o União Brasil para garantir uma das vagas do Senado.
Segundo informações do O Globo, o encontro foi marcado por um segundo momento, onde outros aliados foram chamados para debater a formação da chapa. O movimento de Flávio Bolsonaro visa fortalecer sua presença política, além de garantir o controle da máquina administrativa com uma aliança robusta entre PL, PP e União Brasil. Estas siglas estão entre as que têm maior número de prefeituras no estado.
No decorrer da reunião, ficou decidido que Cláudio Castro disputará uma vaga no Senado, o que o levará a renunciar à cadeira de governador até abril. Essa saída abrirá espaço para que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) escolha um governador interino, conhecido como governador-tampão. É importante destacar que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomará o julgamento do caso Ceperj em março, o que pode afetar ainda mais a candidatura de Castro.
A estratégia do PL é que Douglas Ruas assuma a governadoria antes da disputa nas urnas de outubro contra Eduardo Paes. Flávio Bolsonaro e Altineu Côrtes acreditam que essa antecipação na eleição indireta na Alerj dará uma vantagem significativa ao candidato. A vaga do Senado também será ocupada pelo prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), que esteve presente nas conversas de articulação políticas nos dias anteriores.
Foco em Segurança Pública
Flávio Bolsonaro elogiou a gestão de Douglas Ruas à frente da Secretaria de Cidades, destacando sua respeitabilidade política e a realização de um trabalho eficaz na pasta. “Ele é uma grande liderança, com apoio dos partidos envolvidos neste projeto”, comentou. Ruas, que é filho do prefeito de São Gonçalo, prevê que a segurança pública será um dos principais eixos de sua campanha, e a decisão de sua candidatura foi resultado de um consenso entre o PL e a aliança com União Brasil e PP.
Mudanças na Aliança Político-Partidária
O ex-prefeito Rogério Lisboa, que hoje será colega de chapa de Ruas, era um nome que Eduardo Paes inicialmente desejava como vice. No entanto, devido a uma aliança com o MDB, Paes deixou espaço para o PL consolidar sua chapa. Altineu Côrtes, em declarações após a reunião, observa que essa mudança fortalece as opções do PL frente à disputa política acirrada no estado.
Ainda é incerto quem ocupará a posição de governador-tampão, mas o governador Castro manifesta a intenção de indicar o chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, enquanto busca garantir que a base governista tenha “segurança jurídica” na escolha do sucessor. A situação é delicada, pois a legislação estadual permite que tanto Ruas quanto Miccione possam se candidatar, mas com as interferências judiciais na disputa, a escolha será complicada e sujeita a contestações.
Questões Internas e Futuro Político
Ruás enfatizou que sua pré-candidatura dependeria de um consenso interno dentro do PL, reiterando a necessidade de unidade nas lideranças do partido. Ele garantiu que sua prioridade será a segurança pública e que sua presença na chapa é baseada no apoio mútuo das condutas políticas acertadas nas reuniões recentes.
Com essas movimentações, a expectativa é que os arranjos políticos continuem a evoluir até as eleições, especialmente à medida que Eduardo Paes busca modernizar sua campanha e atrair novas alianças, enquanto Ruas se prepara para um embate decisivo contra ele.



