
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Vasques integrava um grupo que coordenou ações policiais para apoiar a permanência de Bolsonaro no poder. Entre essas ações, foram ordenadas blitzes da PRF para dificultar o trânsito dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva durante o segundo turno das eleições realizadas em 30 de outubro de 2022.Segundo a PGR, ele também esteve presente em uma reunião em 19 de outubro de 2022, na qual discutiu-se o uso das operações da PRF para impedir que eleitores votassem. Vasques é conhecido por ter dito que “havia chegado a hora de a PRF tomar lado na disputa.”
Durante o julgamento de Vasques e outros réus do chamado Núcleo 2 da ação penal vinculada à trama golpista pela Primeira Turma do STF no último dia 9, os defensores de Vasques argumentaram que ele não teve a intenção de bloquear o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno.
Vasques foi inicialmente preso preventivamente em agosto de 2023, passando um ano sob custódia até que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, lhe concedeu a liberdade provisória. As condições incluíam o uso de tornozeleira eletrônica e o cancelamento de seu passaporte.
Conforme reportagem do G1, a atual direção da Polícia Federal (PF), sob Andrei Rodrigues, informou que Vasques deixou o Brasil sem autorização judicial, após ter rompido sua tornozeleira eletrônica. Na abordagem realizada pelas autoridades paraguaias, ele portava um passaporte paraguaio original com informações falsas.
A PF não se manifestou sobre as informações divulgadas pelo G1. A Agência Brasil não conseguiu contato com os advogados de Vasques e atualizará a matéria assim que tiver novidades sobre a defesa do ex-diretor da PRF ou adicionais sobre sua prisão.
As informações são da Agência Brasil.











