

O médico Luiz Fernando Penna, clínico geral e coordenador do Pronto Atendimento do Hospital Sírio-Libanês, alerta que o calor extremo pode levar à falência térmica do organismo. O especialista destaca que os sintomas incluem confusão mental, temperatura corporal acima de 40º C e pele quente e seca.
Se alguém apresentar tais sinais, é crucial buscar atendimento médico imediatamente, segundo Penna. Ele ressalta que a gravidade do impacto do calor na saúde é frequentemente subestimada, lembrando que os riscos incluem desde quedas de pressão até desidratação severa.
O calor excessivo também agrava as condições de saúde de indivíduos com doenças crônicas como hipertensão e diabetes. Pessoas que utilizam medicamentos diuréticos ou antipsicóticos devem ter cuidados redobrados, pois esses podem afetar a regulação térmica do corpo.
O especialista observa que as altas temperaturas não apenas prejudicam a saúde física, mas também impactam o sono, humor e produtividade, dificultando a realização de tarefas cotidianas.
Recomendações para enfrentar o calor incluem evitar a exposição solar entre 10h e 16h, utilizar roupas leves e procurar ambientes arejados. Profissionais que trabalham ao ar livre devem fazer pausas frequentes nas horas mais quentes do dia.
“Não existe adaptação completa para ondas de calor extremas e repetidas”, enfatiza Penna. “Quando a temperatura ultrapassa 35°C com alta umidade, o corpo não consegue funcionar operativamente.”
O pesquisador João Henrique de Araujo, da Fundação Oswaldo Cruz, destaca em estudo que as altas temperaturas estão associadas ao aumento da mortalidade, sendo os grupos de risco compostos por idosos e pessoas com doenças pré-existentes. A pesquisa analisou um grande número de óbitos ocorridos entre 2012 e 2024.
a maioria dos estudos sobre calor e mortalidade se concentra nas consequências cardiovasculares e respiratórias, mas também se observam efeitos em doenças metabólicas e do trato urinário.
Orientações a serem seguidas em altas temperaturas incluem monitorar as condições climáticas antes de atividades externas, manter a casa fresca, evitar a exposição solar intensa, e assegurar uma hidratação adequada. É importante também evitar bebidas alcoólicas, que podem agravar a desidratação.
Fonte: Unicef e Hospital Sírio-Libanês
As informações são da Agência Brasil.










