
O ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), solicitou ao TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná) providências após o vazamento de seus dados bancários e fiscais, que foram incluídos no registro de candidatura do ex-procurador Deltan Dallagnol ao Senado pelo partido Novo. Os dados foram obtidos a partir de processos que tramitam contra Deltan no Conselho Nacional do Ministério Público, utilizados por seus advogados para contestar a impugnação da candidatura. Importante ressaltar que não foi solicitado sigilo em relação a esses documentos.
A ação de Zanin ocorreu em resposta a uma reportagem do Metrópoles, que trouxe à tona a situação do vazamento. No ofício enviado ao TRE-PR, o ministro frisou que o ex-procurador anexou documentos que contêm informações protegidas por sigilo legal e processual, pedindo a responsabilização dos envolvidos na divulgação, incluindo possíveis sanções de natureza criminal.
Para defender sua candidatura, Deltan Dallagnol apresentou cópias de procedimentos que incluíam uma reclamação disciplinar feita por Zanin contra ele, que na época possuía milhares de páginas. De acordo com a equipe de Deltan, os dados financeiros e bancários do então advogado estavam acoplados a essa reclamação, e a apresentação abrangente dos documentos visava garantir total transparência.
Após a notificação do STF, o TRE-PR tomou medidas imediatas, estabelecendo o sigilo sobre os documentos do processo, que contabilizam mais de cinco mil páginas. Além disso, o tribunal encaminhou os detalhes do caso ao Ministério Público para que as ações necessárias fossem tomadas em relação ao vazamento.
Zanin também requisitou que Deltan fosse intimado a se manifestar sobre a questão em um prazo de 24 horas.











