
Uma nova exposição do World Press Photo, considerada a mais relevante premiação de fotojornalismo do mundo, chega a São Paulo a partir de terça-feira, 14 de julho. A mostra apresenta imagens impactantes que retratam dramas globais, incluindo uma cena com uma família de imigrantes sendo separada por agentes do governo americano e outra mostrando garis limpando o sangue após uma operação policial no Rio de Janeiro.
A exposição, que já foi realizada no Rio e seguirá para Curitiba e Salvador, exibe 142 fotos premiadas, selecionadas entre quase 60 mil inscritas por profissionais de mais de 140 países. “As imagens vencedoras se dividem em dois grupos distintos”, informa Joana Klaus, gerente de conteúdo do World Press Photo no Brasil.
### Temáticas da Exposição
Entre as imagens premiadas, destaca-se a grande vencedora do ano, capturada pela fotojornalista americana Carol Guzy. A fotografia, publicada no Miami Herald, mostra crianças desesperadas se agarrarem à camiseta do pai, que está sendo levado por agentes do ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos.
Além das questões de imigração, a exposição também aborda temas como maternidade tardia e envelhecimento populacional. Uma série de fotos de uma chinesa que deu à luz a duas filhas aos 60 anos, após perder uma criança durante a antiga política do filho único, ilustra essa temática. As imagens em preto e branco, do fotógrafo independente Wu Fang, documentam a vida das gêmeas ao longo de 15 anos.
### Reconhecimento Brasileiro
Dois fotógrafos brasileiros foram reconhecidos nesta edição: Eduardo Anizelli, da Folha, premiado por uma série sobre a operação policial mais letal da história do Rio de Janeiro, que deixou 122 mortos em outubro do ano passado, e Priscila Ribeiro, com uma imagem de uma família vivendo em uma ocupação sem saneamento básico em Colombo, região metropolitana de Curitiba.
### A Importância do Registro Real
Em meio ao crescimento de imagens geradas por inteligência artificial, o World Press Photo reafirma o valor do registro fotográfico autêntico. Segundo Klaus, pequenas edições de luz e cor são permitidas, mas nada que altere a essência do que foi fotografado. “Fotografia é um testemunho de algo que aconteceu naquele momento”, enfatiza.
A exposição é uma oportunidade para refletir sobre a realidade e os desafios enfrentados por diversas populações ao redor do mundo, promovendo uma discussão necessária sobre temas contemporâneos.











