
Na sexta-feira (6), por meio de uma nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes usou dados da investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS para refutar os comentários expostos na reportagem. O artigo revelou uma suposta troca de mensagens com visualização única entre Vorcaro e o ministro no dia da prisão do banqueiro. As mensagens teriam sido obtidas através de uma análise técnica realizada pela Polícia Federal no celular de Vorcaro.
Na resposta oficial, Moraes negou a troca e argumentou que, segundo a extração dos dados, os prints das mensagens de Vorcaro estavam vinculados a pastas de outros contatos e não especificamente dirigidas a ele. “As mensagens extraídas estão vinculadas a outros contatos telefônicos e não ao Ministro Alexandre de Moraes”, reforçou a nota emitida pela Secretaria de Comunicação do STF.
O ministro apontou ainda que a mensagem e o contato estavam armazenados na mesma pasta do computador onde Vorcaro realizou os prints, o que indica uma conexão apenas com outros nomes na lista de contatos. Entretanto, durante a análise dos arquivos, o contato de Viviane Barci, registrado como “Vivi Moraes”, estava localizado na mesma pasta que um print de uma mensagem escrita por Vorcaro no dia de sua prisão: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.
Peritos, conforme reportado pela CNN, afirmam que a organização dos arquivos após a extração não permite a identificação direta do destinatário das mensagens. Esta condição se deve ao uso de programas específicos em perícias digitais que reestruturan os dados de acordo com critérios técnicos, visando garantir a integridade das evidências dentro do processo, um procedimento conhecido como cadeia de custódia.



