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Brasil

TSE vota pela cassação de Cláudio Castro e reanálise do caso fica agendada para março

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Antônio Carlos Ferreira votou favoravelmente pela cassação e inelegibilidade do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), que se prepara para disputar uma vaga no Senado este ano. A votação, no entanto, foi interrompida após um novo pedido de vista do ministro Nunes Marques.

Caso em Análise

O julgamento atual investiga recursos do Ministério Público Eleitoral e de uma coligação adversária que contestam a absolvição de Castro em um processo que apura possíveis abusos de poder político e econômico nas eleições de 2022. Antônio Carlos Ferreira acompanhou o voto da relatora Isabel Gallotti, declinando pela reforma da decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), defendendo assim a cassação do mandato e a declaração de inelegibilidade para o governador.

Expectativas para o Julgamento

Embora os ministros possam levar até 60 dias para retornar ao processo após um pedido de vista, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, informou que o caso voltará ao plenário ainda neste mês. “Estamos convocando uma sessão extraordinária para os dias 24 e 25”, afirmou a ministra.

Voto do Ministro

Em seu voto, Antônio Carlos afirmou que os implicados foram "pessoalmente responsáveis pela prática do abuso de poder". Ele destacou que a inelegibilidade se aplica a Cláudio Castro, devido à sua participação direta em um esquema comprometedores, também mencionando Rodrigo Bacellar, chefe da secretaria e diretamente envolvido nos fatos ilícitos.

Decisões Anteriores e Acusações

Historicamente, a relatora Isabel Gallotti destacou, em novembro, que a série de contratações sem justificativa legal caracterizaria abuso de poder. Embora o TRE-RJ tenha absolvido o governador, alegando a falta de provas suficientes para vincular essas contratações às eleições, o Ministério Público Eleitoral argumenta que o aumento significativo na contratação de servidores na época das eleições comprometeu a igualdade de condições entre candidatos.

A base das acusações repousa na Lei das Inelegibilidades, que proíbe o uso indevido da máquina pública para influenciar eleições.

Consequências Potenciais

Se o julgamento resultasse na cassação de Cláudio Castro e ele ainda estivesse no cargo em 24 de março, uma eleição direta suplementar seria convocada para escolher um novo governador até a posse do eleito em outubro. Caso Castro renuncie, a eleição seria indireta conforme as regras aprovadas pela Assembleia Legislativa do estado.

Os integrantes da Corte consideram que mesmo uma possível condenação pode não interferir na candidatura de Castro, visto que decisões definitivas podem ocorrer apenas após a diplomação dos eleitos, tornando eventual inelegibilidade sem efeito prático.

Conforme reportado pelo O Globo, a responsabilidade política diante de uma cassação em um ano eleitoral é um tema delicado, e apesar da urgência no julgamento, os ministros reconhecem a complexidade e a necessidade de seguir os trâmites legais.

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