
A pouco mais de dez dias do primeiro turno das eleições de 2026, a circulação de informações errôneas sobre candidatos, urnas e locais de votação nas redes sociais tem gerado preocupações entre eleitores. Em meio a uma avalanche de áudios, vídeos e mensagens, parte desse conteúdo é falso ou apresenta informações verdadeiras fora do contexto, muitas vezes com dados distortidos ou até alterados. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alerta para a importância de verificar a autenticidade dessas mensagens.
Para identificar fake news, é fundamental checar a fonte, a data e o contexto das informações. Comparar o conteúdo com reportagens de veículos de imprensa e agências de verificação é uma boa prática. O TSE disponibiliza o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade), um canal anônimo para que eleitores denunciem conteúdos suspeitos. Essa plataforma é uma ferramenta crucial, especialmente em um período eleitoral marcado por intensa desinformação.
Sinais Indicativos de Fake News
Conteúdos falsos geralmente possuem algumas características comuns. A presença de múltiplos sinais pode indicar a necessidade de uma checagem mais aprofundada antes de compartilhar:
- Títulos chamativos e apelos emocionais: Manchetes que usam muitos adjetivos e não correspondem ao corpo do texto costumam ser enganadoras.
- Fontes não confiáveis: Informações publicadas apenas em sites obscuros têm maior chance de serem falsas.
- Endereços suspeitos: Sites que imitam grandes instituições de mídia podem ser um golpe para roubar dados pessoais.
- Datas desatualizadas: Notícias antigas reacondicionadas como novas.
- Erros de gramática: Textos com falhas de ortografia geralmente não passam pela revisão padrão dos veículos de comunicação.
- Opiniões sem atribuição: Artigos de opinião legítimos são sempre creditados a um autor, ao passo que textos anônimos levantando juízos de valor devem ser tratados com desconfiança.
- Convites para compartilhar: Mensagens que pedem para serem enviadas a amigos frequentemente são um sinal de desinformação.
Verificação de Áudios e Vídeos
Além de textos, áudios e vídeos também podem ser manipulados, usando até a inteligência artificial. Verificar a origem desses arquivos e buscar confirmação em fontes confiáveis ou pela Justiça Eleitoral é essencial. O TSE exige que propaganda gerada com inteligência artificial traga um aviso claro, e o uso de deepfakes para enganar o eleitorado é rigorosamente proibido.
Onde Checar Informações Eleitorais
Iniciar a verificação de informações pode ser feito por meio de agências de verificação como a Agência Lupa e Aos Fatos. O TSE também mantém a página “Fato ou Boato”, que inclui esclarecimentos sobre dúvidas comuns, permitindo que os eleitores pesquisem utilizando palavras-chave.
Além disso, informações sobre locais de votação devem ser buscadas em canais oficiais. A aplicação e-Título, o Autoatendimento Eleitoral do site do TSE, e o atendimento automatizado via WhatsApp são fontes confiáveis para obter informações precisas, diferentemente de mensagens que circulam sem confirmação.
Denunciando Fake News ao TSE
As denúncias de fake news ao TSE podem ser feitas de forma anônima através do Siade. O TSE analisa as informações recebidas e, se necessário, encaminha para as autoridades competentes. Mensagens que violam as diretrizes de plataformas digitais são comunicadas a estas empresas. Para denúncias de disparo em massa de mensagens via WhatsApp, a comunicação é feita diretamente com a Meta.
O processo para encaminhar uma denúncia é claro no site do TSE, onde é preciso fornecer detalhes como a plataforma onde a informação foi publicada, o link exato e a explicação do porquê do conteúdo ser falso.
Diferença Entre Siade e Pardal
O Siade e o aplicativo Pardal servem a propósitos diferentes. O Siade deve ser utilizado para desinformações relacionadas a urnas e processos eleitorais, enquanto o Pardal é indicado para relatar irregularidades sobre candidatos e partidos.
Denunciar em ambas as plataformas não é apenas uma responsabilidade cívica, mas uma medida importante para garantir a veracidade das informações que circulam durante o processo eleitoral. Além de mais ações individuais como reportar conteúdos nas próprias redes sociais, compartilhar informações corretas ajuda a conter a desinformação.











