
Na manhã de domingo, 24 de maio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que não há previsões de um acordo imediato com o Irã, apesar dos relatos de progresso nas conversações. Em postagem em sua rede social Truth Social, Trump afirmou: “Instruí meus representantes a não se precipitarem (…) porque o tempo está a nosso favor”.
Segundo a Axios, uma fonte do governo americano indicou que a Casa Branca não espera um anúncio sobre o acordo no mesmo dia. O processo continua dependendo da aprovação das autoridades iranianas, incluindo o líder supremo, Mojtaba Khamenei.
Posições Divergentes nas Negociações
Durante um evento em Nova Délhi, Marco Rubio, secretário de Estado americano, mencionou a possibilidade de “boas notícias” nas próximas horas, ressaltando que as discussões envolvem preocupações relacionadas ao Estreito de Ormuz, que tem sido objeto de tensões desde um ataque em 28 de fevereiro feito por Israel e Estados Unidos.
A emissora CBS News, citando suas fontes, destacou que um dos pontos em negociação inclui o desbloqueio de ativos iranianos em bancos estrangeiros e a extensão das tratativas por mais 30 dias, um prazo também mencionado pelo The Wall Street Journal.
Por outro lado, a agência Tasnim informou que, apesar do progresso, os Estados Unidos ainda estariam bloqueando questões cruciais, especificamente relacionadas a bens iranianos congelados.
Questões Nucleares e Acordos Futuro
Fontes americanas indicaram que a questão do programa nuclear iraniano será discutida em fases posteriores das negociações. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que um memorando estava sendo finalizado, mas ressaltou que ainda não se tratava de um acordo substantivo. O governo iraniano contesta que seu programa nuclear tem fins civis, enquanto Estados Unidos e Israel temem que ele seja uma fachada para o desenvolvimento de armas nucleares.
Em comunicação com Trump, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfatizou que qualquer acordo deve erradicar a “ameaça nuclear”, o que inclui desmantelar instalações de enriquecimento de urânio no Irã.
No contexto de um cessar-fogo que vigora desde 8 de abril, a situação permanece volátil, especialmente após três meses de conflito que resultou em inúmeras baixas e repercussões econômicas globais. O sentimento de incerteza está afetando fortemente a população iraniana, como relatado por uma residente, Shahrzad, que expressou que viver em um estado de “nem guerra nem paz” é insustentável.
A situação no Líbano também é preocupante, com o Exército israelense solicitando a evacuação de localidades devido a bombardeios em áreas controladas pelo Hezbollah. Recentemente, um ataque israelense resultou na morte de 11 pessoas, intensificando a tensão na região.
O líder do Hezbollah, Naim Qasem, expressou esperança em um acordo que inclua uma trégua no Líbano, embora tenha deixado claro que o desarmamento do grupo é inaceitável. “Isso equivaleria à nossa aniquilação”, declarou Qasem.











