
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na manhã de quarta-feira que acredita que o memorando de entendimento com o Irã “acabou”. Essa afirmação veio à tona após uma série de ataques registrados na região.
Conforme reportado pela CNN Brasil, Trump comentou que “é uma perda de tempo negociar com eles”, durante a cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Essa declaração sinaliza o colapso iminente do acordo estabelecido entre os EUA e Teerã. As tensões aumentaram após a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciar ataques a alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait, em resposta aos bombardeios americanas no território iraniano.
O presidente não poupou críticas ao regime iraniano, classificando-os como “pessoas más e doentes” e reiterando que o acordo com Teerã está em risco. Durante a abertura da cúpula na Turquia, Trump indicou que o Irã está fazendo “jogos sujos” ao atacar embarcações comerciais no Estreito de Hormuz, o que, segundo ele, constitui uma violação do cessar-fogo.
Trump enfatizou a necessidade de ação decisiva, afirmando que os EUA estão “perdendo tempo” com negociações e que preferem “fazer o nosso trabalho” ao invés de seguir um caminho diplomático. “Temos que eliminar esse câncer. E sabem o que se faz? É preciso cortar o câncer cedo”, disse o presidente.
Os comentários de Trump surgem em meio a uma escalada militar após os ataques da Guarda Revolucionária Islâmica e uma nova declaração do ministério das Relações Exteriores do Irã, que aponta os EUA como responsáveis pela escalada das hostilidades. O ministério acusou Washington de “quebrar acordos”, citando os impactos das sanções sobre o petróleo iraniano e os conflitos em andamento no Líbano.
Mark Rutte, secretário-geral da OTAN, apoiou as ações dos EUA, afirmando que os ataques foram “absolutamente necessários”. Os Estados Unidos justificaram os bombardeios na madrugada de quarta-feira como uma “punição” em retaliação aos recentes ataques iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz.
A situação atual demonstra uma escalada significativa nas tensões entre EUA e Irã, que pode impactar não apenas a segurança regional, mas também as relações internacionais.











