
Um tribunal na Síria condenou Bashar al-Assad, o ex-presidente deposto, à pena de morte em sua ausência nesta terça-feira (11). A decisão foi tomada em decorrência de sua culpabilidade em crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos durante a guerra civil que devastou o país.
Essa é a primeira condenação emitida pelo novo regime de transição, que começou a processar antigos membros do governo de Assad, tanto de forma presencial quanto à revelia. Al-Assad, que fugiu para a Rússia em dezembro de 2024 após a queda de seu governo, se encontra atualmente em Moscou, após a tomada de Damasco por rebeldes liderados por Ahmed al-Sharaa. A guerra civil síria, que começou em 2011, resultou em um imenso custo humano e social, com centenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.
Além de Assad, a condenação também atingiu Assad Atif Najib, um ex-chefe de segurança política em Daraa, que foi sentenciado à morte por crimes contra a humanidade, incluindo assassinatos e torturas que resultaram em mortes. Najib, primo de Assad, foi preso em janeiro de 2025 e considerado culpado por atos que configuram graves violções de direitos humanos.
A guerra civil na Síria, que se iniciou como um levante popular, resultou na morte de milhões e no deslocamento de cerca de 5 milhões de indivíduos para países vizinhos. A derrubada do regime Assad, que durou 54 anos sob a liderança de Assad e seu pai Hafez, criou um cenário onde a população tenta retornar gradualmente ao país. Contudo, a Síria permanece fragmentada, enfrentando desafios significativos em sua busca por estabilidade.
Apesar da queda de Assad, episódios de violência sectária continuam a ser um problema grave, gerando novas tensões entre as minorias e o governo de Sharaa, que ainda luta para restaurar a autoridade em todo o território sírio.
Essa condenação representa um passo importante em termos de responsabilização por crimes cometidos durante o conflito, mas o futuro da Síria e de sua sociedade continua incerto.
As informações foram obtidas conforme reportado pela Folha de S.Paulo.




















