
A inalação de gás tóxico resultou em danos irreversíveis às células pulmonares de uma professora, conforme afirmou o médico perito Jairo Iavelberg em entrevista à TV Globo. “Mesmo com intubação ou respiração artificial, a troca gasosa não pode ser restaurada”, alertou o especialista.
De acordo com informações publicadas pela UOL, a Polícia Civil investiga o caso após a morte da professora, ocorrida em 7 de fevereiro, caracterizando-o como uma “tragédia anunciada”, segundo o delegado Alexandre Bento. O uso excessivo e inadequado de cloro está apontado como a causa principal da fatalidade.
Os sócios da academia onde o incidente ocorreu, identificados como Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof, foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Essa forma de dolo caracteriza-se quando o agente não tem a intenção imediata de causar a morte, mas assume o risco de que ela ocorra por suas ações.
Ainda segundo a Polícia Civil, a investigação prossegue e diversas pessoas já foram ouvidas, incluindo vítimas e testemunhas associadas à academia.
Consequências e Estado de Saúde
Além da professora, outras cinco pessoas passaram mal durante o incidente. O marido da professora, Vinicius de Oliveira, ficou internado por oito dias após o ocorrido. A morte de Juliana e as complicações com as outras vítimas suscitam preocupações sobre a segurança nas atividades da academia e a supervisão no uso de produtos químicos.











