
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto passou por uma audiência de custódia, realizada por videoconferência, na quinta-feira (19), na Justiça Militar. Durante a sessão, ele reiterou que sua esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, cometeu suicídio com sua arma. "Ela se suicidou com a minha arma no meu apartamento no Brás, onde nós morávamos, no dia 18 de fevereiro. Aquela arma foi apreendida", declarou o oficial.
Atualmente, a arma do tenente-coronel encontra-se no cofre da reserva de armas do Comando de Policiamento da Área Metropolitana 5 (CPA M5). Ao ser questionado sobre sua experiência durante a prisão, o militar afirmou ter se sentido apenas "constrangido" pela presença de jornalistas e repórteres em frente à delegacia e da Corregedoria.
Durante a audiência, a defesa do tenente-coronel solicitou o relaxamento da prisão, mas o pedido foi negado. O acusado permanece encarcerado no Presídio Militar Romão Gomes, onde deve cumprir sua detenção.
Acusação de feminicídio
No mesmo dia, a Polícia Civil cumpriu um novo mandado de prisão preventiva contra o oficial, no inquérito relacionado à morte de sua esposa, Gisele Alves, de 32 anos. O tenente-coronel já estava detido em consequência de um mandado expedido pelo Tribunal de Justiça Militar na quarta-feira (18). Por envolver policiais militares, a investigação prossegue em duas frentes: a Justiça Militar e a Justiça comum.
Contexto do caso
Gisele Alves foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente a ocorrência foi tratada como suicídio, mas as circunstâncias levaram a investigação a se transformar em um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual.
O tenente-coronel, de 53 anos, está preso preventivamente desde 18 de março, após ser indiciado pela Polícia Civil. A denúncia formal da acusação, feita pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), inclui a acusação de feminicídio e fraude processual.
Investigações e novos desdobramentos
A mudança no rumo das investigações ocorreu após a análise de laudos periciais e depoimentos, assim como evidências coletadas de dispositivos eletrônicos. Segundo um relatório da Polícia Civil, há um conjunto de elementos robustos que refutam completamente a hipótese de suicídio. Contradições nas declarações do tenente-coronel e indícios de manipulação da cena do crime, além de sinais de violência prévia à morte, foram alguns dos principais pontos levantados nas investigações.
A profundidade do caso ressalta a complexidade das relações pessoais entre profissionais da segurança pública e as implicações que suas ações podem ter na sociedade.
Para acompanhar a evolução desse caso e entender as repercussões que pode gerar, fique atento às atualizações. Essas informações foram baseadas em relatos do site CNN Brasil e outras fontes relevantes.



