
O órgão estadual ressaltou que, apesar da observação de rotação nos ventos durante a tempestade, a formação de um tornado não foi confirmada. O fenômeno foi atribuído a uma linha de instabilidade proveniente de um sistema frontal que se deslocou sobre Santa Catarina na madrugada.
Imagens de satélite capturadas por volta das 3h30min revelaram um aglomerado de nuvens carregadas próximo à divisa com o Rio Grande do Sul, demonstrando a intensidade do sistema meteorológico.
Estragos em São Joaquim e regiões afetadas
Os principais danos foram observados nas comunidades de Pericó, Monte Alegre e Bentinho, no interior de São Joaquim, onde ocorreram quedas de árvores, ventanias e granizo. As imagens pós-tempestade indicam prejuízos nas plantações de maçã, que se aproximam da Festa Nacional da Maçã, programada para iniciar em breve.
Ao longo do estado, foram registradas quedas de araucárias e destelhamentos de casas e galpões, impactando especialmente agricultores da região. Em Abelardo Luz, no Oeste catarinense, as chuvas provocaram deslizamentos de solo em um conjunto habitacional no bairro São João Maria, danificando 11 casas. Felizmente, não houve comprometimento estrutural significativo dos imóveis.
No Médio-Oeste, em Irani, relatou-se a ocorrência de vendaval. Fotos divulgadas mostraram árvores arrancadas do solo, mas, de acordo com a Defesa Civil, os danos foram considerados mínimos.
Impactos do evento meteorológico
A Defesa Civil contabilizou três ocorrências relacionadas ao fenômeno e 12 habitações afetadas. Até o início da manhã deste domingo (3), não havia registros de mortos, feridos, desabrigados ou desalojados, e nenhum município havia declarado situação de emergência.



