
Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, principal suspeito do assassinato da miss baiana Ana Luiza Mateus, de 29 anos, apresenta um extenso histórico criminal. De acordo com informações publicadas pelo Correio 24 Horas, ele é natural do Mato Grosso do Sul e possui mais de 20 anotações criminais, incluindo uma condenação a três anos em regime aberto por ter atropelado um policial civil durante uma abordagem.
Caso da Miss Baiana
Ana Luiza foi encontrada morta na quarta-feira, 22 de abril, após cair do 13º andar de um prédio localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Horas após a descoberta do corpo, Endreo foi preso em flagrante. Contudo, ele foi encontrado morto na cadeia, com indícios de suicídio.
Histórico Criminal de Endreo
Endreo possui um passado complicado. Em março de 2011, ele atropelou um policial civil ao tentar escapar após uma confusão em uma festa. O policial, durante a fuga, disparou e baleou Endreo, que, na ocasião, não possuía carteira de motorista. Além disso, em 2019, ele foi baleado pelo próprio pai devido a uma dívida, a qual ele alegou ser de R$ 2 milhões. O pai, no entanto, refutou a acusação e afirmou que o filho exigia R$ 200 mil para financiar seus estudos de Medicina no Paraguai.
Relacionamento Abusivo
Informações adicionais revelam que Ana Luiza se sentia presa em seu relacionamento com Endreo. Segundo relatos de uma amiga da miss à TV Bahia, ela descreveu seu estado emocional como de uma "gaiola de ouro". O delegado Renato Martins, responsável pela investigação, confirmou que várias testemunhas relataram a existência de um relacionamento abusivo entre o casal.
"Temos diversas testemunhas independentes que afirmaram a presença de discussões acaloradas. Recentemente, especialmente naquela madrugada, houve um conflito que foi ouvido por vizinhos e funcionários do condomínio," declarou o delegado em entrevista ao RJTV, veiculado pela TV Globo.
Alteração da Cena do Crime
Segundo o delegado Martins, Endreo alterou a cena do crime ao mexer no corpo de Ana Luiza, o que configura uma violação das provas processuais. "Ele tentou sair pela porta dos fundos do condomínio, mas foi visto chorando e mexendo no corpo, o que não deveria ter sido feito," acrescentou.
O caso continua sob investigação e levanta questões sérias sobre violência de gênero e relacionamentos abusivos.



