...
SP

Superbactéria Staphylococcus aureus avança em São Paulo e preocupa especialistas

FreePikStaphylococcus aureus

Uma nova pesquisa revela que o Staphylococcus aureus, uma bactéria conhecida por sua resistência a antibióticos e tradicionalmente associada a ambientes hospitalares, está se espalhando fora dos hospitais na cidade de São Paulo. O alerta foi emitido por um estudo da Associação Fundo de Incentivo à Pesquisa (Afip), em colaboração com a Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os resultados foram publicados em fevereiro de 2026 na revista Research Connections, da Oxford University Press.

O estudo analisou 51.532 ocorrências de Staphylococcus aureus entre 2011 e 2021. Observou-se uma mudança significativa no comportamento da bactéria: enquanto os casos hospitalares diminuíram, as infecções adquiridas fora de hospitais aumentaram.

Transmissão e Crescimento da Bactéria

Os pesquisadores notaram que o Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), uma das variantes mais desafiadoras, deixou de ser um problema restrito a unidades de saúde. Os dados indicam que a bactéria agora circula com mais frequência na comunidade, afetando até mesmo pessoas sem recente internação.

Superbactéria avança fora de hospitais e preocupa SP
Imagem gerada por IA

Superbactéria avança fora de hospitais e preocupa SP

Os dados refletem essa nova realidade. No período analisado, os casos relacionados a hospitais apresentaram uma redução média de 2,48% ao ano, enquanto as infecções adquiridas na comunidade cresceram a uma taxa média de 3,61% anuais, evidenciando uma mudança significativa no padrão epidemiológico.

Essa tendência sugere que a transmissão, antes restrita a ambientes hospitalares, agora ocorre também em situações cotidianas, tornando o controle da doença um desafio ainda maior.

No total de casos estudados, a presença de MRSA foi identificada em 42,6% dos pacientes com infecção ativa e em 37,4% das pessoas colonizadas, ou seja, que portam a bactéria sem apresentar sintomas.

Além disso, o estudo ressalta que grupos etários específicos, como crianças menores de 3 anos e idosos a partir de 65 anos, apresentam as maiores taxas de colonização e desenvolvimento de infecções, indicando que esses grupos são particularmente vulneráveis.

As Mais Lidas de Hoje

[wtpsw_gridbox showdate="false" showauthor="false" show_comment_count="false"]
[taxopress_relatedposts id="1"]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios