...
Brasil

STF tenta censurar liberdade de expressão nos EUA, aponta relatório da Câmara dos Representantes

Um novo relatório do comitê judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, divulgado na quarta-feira (1º de abril de 2026), alega que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), está comprometendo a liberdade de expressão nos EUA. O documento, parte da série intitulada “O ataque à liberdade de expressão no exterior: O caso do Brasil”, aponta que as ações de Moraes e outras autoridades brasileiras podem interferir nas eleições brasileiras de outubro de 2026.

De acordo com informações publicadas pelo Poder360, a comissão, presidida pelo deputado republicano Jim Jordan, um aliado do ex-presidente Donald Trump, destaca que as ordens de censura impostas por Moraes representam uma ameaça à soberania americana. Em uma reunião em janeiro deste ano, Jordan recebeu críticas de figuras políticas brasileiras, incluindo Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro.

A Censura e suas Implicações

No relatório, a comissão argumenta que um regime de censura imposto pelo Brasil forçaria empresas norte-americanas a escolher entre cumprir exigências locais ou enfrentar consequências legais que poderiam levá-las a encerrar suas operações no país. As informações foram coletadas por meio de intimações judiciais nos EUA, permitindo acesso a decisões de Moraes que determinam a exclusão de publicações e a suspensão de perfis em redes sociais.

A visão da comissão é de que muitas dessas ordens atingem opositores políticos de Luiz Inácio Lula da Silva, à véspera das eleições presidenciais no Brasil. Eduardo Bolsonaro é citado como um defensor da imposição de sanções dos EUA contra Moraes e como alguém que enfrenta o que o relatório denomina “censura extraterritorial”.

Ordens Judiciais e Consequências

Entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, Moraes teria emitido ordens judiciais exigindo que plataformas como Google, X, Meta e Telegram entregassem dados pessoais de usuários. Essas ordens eram mantidas em segredo, com a justificativa de risco de obstrução da Justiça. O relatório cita que uma das razões para essas ações foi a acusação do Banco do Brasil contra Eduardo Bolsonaro por disseminação de informações falsas.

No final de 2025, o STF tornou Eduardo réu por coação, relacionado a supostas articulações para pressionar autoridades brasileiras em julgamentos que envolviam Jair Bolsonaro. O relatório sugere que essa ação de Moraes se caracteriza como uma campanha de lawfare, com o objetivo de silenciar a oposição e influenciar a eleição de 2026.

Decisões Controversas e Bloqueios

Além disso, o comitê menciona outras decisões polêmicas que envolvem a repressão a jornalistas e influenciadores criticados por suas opiniões. O jornalista Allan dos Santos e o influenciador Monark são exemplos de indivíduos que tiveram contas bloqueadas em múltiplas plataformas.


Leia mais:

As Mais Lidas de Hoje

[wtpsw_gridbox showdate="false" showauthor="false" show_comment_count="false"]
[taxopress_relatedposts id="1"]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios