
O síndico Cléber Rosa de Oliveira é investigado pela morte da corretora Daiane Alves Souza, encontrada sem vida em uma área de mata em Caldas Novas (GO) após desaparecimento desde 17 de dezembro de 2025. Em coletiva de imprensa, a Polícia Civil de Goiás revelou que Cléber teria assassinado Daiane no subsolo do prédio onde ela residia e transportado seu corpo pelas escadas, evitando as câmeras de segurança.
Cléber e seu filho foram presos temporariamente, suspeitos de obstruir as investigações. Após o desaparecimento, Cléber colaborou com a polícia, indicando o local onde o corpo foi abandonado.
Dinâmica do Crime
De acordo com a investigação, Cléber desligou deliberadamente a energia do apartamento de Daiane, forçando-a a descer ao subsolo. No local, ele a abordou durante a gravação dos medidores de energia. As imagens de segurança mostram que Daiane desapareceu por volta das 19h e, em menos de oito minutos, a única movimentação registrada foi de outra moradora.
Peritos constataram que a morte ocorreu dentro do condomínio, e Cléber utilizou as escadas, áreas sem câmeras, para remover o corpo. Há evidências de que seu filho contribuiu para ocultar provas, como a troca de celulares.
Relatos de Conflito
Daiane tinha 12 processos contra Cléber, sendo 11 ainda em andamento. As alegações de perseguição, que se iniciaram em novembro de 2024, surgiram após um desentendimento sobre a gestão de imóveis por Daiane, que ultrapassou o número máximo permitido de hóspedes, resultando em ações hostis do síndico.
Segundo a denúncia, Cléber sabotou serviços essenciais nos apartamentos geridos por Daiane e monitorava sua movimentação através das câmeras de segurança. Em um episódio, ele agrediu Daiane, resultando em um processo separado.
Investigação Evolui de Desaparecimento para Homicídio
Em 17 de dezembro de 2025, Daiane se incomodou com um corte de luz e desceu ao subsolo, onde teve um breve contato com um vizinho, registrado em vídeo. Após esse momento, as imagens mostram que ela estava sozinha e desaparecendo do campo de visão. A Delegacia de Homicídios de Goiás assumiu o caso, que passou a ser tratado como homicídio.
Posições das Defesas
Defesa de Daiane Alves Souza: A representação legal refuta a acusação de violação de domicílio, argumentando que a ação da corretora era uma reação a uma situação de risco. O documento contesta as alegações e defende que Daiane buscava proteger o seu padrasto, um idoso, do suposto comportamento agressivo de Cléber.
Defesa de Cléber Rosa de Oliveira: Os advogados do síndico afirmam que ele não é investigado e tem colaborado com as autoridades. Defendem que qualquer conflito prévio foi tratado legalmente, negando as acusações e enfatizando a regularidade de sua atuação como síndico.
Ambas as defesas prometem apresentar provas em favor de seus clientes, buscando esclarecer os fatos no decorrer do processo judicial.











