
A Receita Federal investiga um servidor do Serpro, Luiz Antônio Martins Nunes, por supostamente vender informações sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e seus familiares. O caso é considerado o mais grave entre os quatro alvos da operação realizada pela Polícia Federal em 17 de outubro, cujo foco é o vazamento de dados confidenciais.
Conforme reportado pela CNN Brasil, informações vinculadas à investigação sugerem que Nunes atuava no Centro de Atendimento ao Contribuinte, localizado no bairro Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Embora faça parte do Serpro, ele estava cedido à Receita Federal, o que lhe permitia acesso direto a dados sigilosos.
Os detalhes sobre a interligação dos quatro alvos ainda não foram esclarecidos. A nota do Serpro destaca que “todos os sistemas desenvolvidos e mantidos pela estatal são rastreáveis”, e que os colaboradores da empresa não têm acesso direto às informações dos órgãos clientes. A instituição se compromete a seguir normas rigorosas de segurança e privacidade, colaborando com as autoridades para esclarecer os fatos.
Posição do Serpro sobre as investigações
O Serpro reafirma seu compromisso com a segurança da informação e a proteção de dados. Segundo a estatal, todos os sistemas são auditáveis, o que permite a identificação de eventuais irregularidades. A empresa enfatiza que seus colaboradores não têm acesso às bases de dados dos órgãos que atende, limitando sua atuação à gestão da infraestrutura tecnológica.
A estatal permanece à disposição das autoridades competentes e está colaborando integralmente com as investigações necessárias para elucidar o caso.



