
Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública de São Paulo, designou três coronéis da Polícia Militar para avaliá-lo no Conselho de Justificação. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é réu pelo homicídio da ex-mulher, a soldado Gisele Alves Santana, que foi morta com um tiro na cabeça.
O resultado deste processo pode levar Geraldo Rosa Neto à perda de seu posto e da patente na corporação. O Conselho de Justificação possui um prazo inicial de 30 dias para determinar o futuro do tenente-coronel, podendo prorrogar por mais 20 dias. Ao final do processo, os coronéis decidirão sobre a absolvição ou se recomendarão sanções, como a perda da patente.
A decisão final a respeito do caso dependerá de uma análise do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM-SP). Segundo informações do Diário Oficial, os coronéis escolhidos por Gonçalves são: Adalberto Gil Lima Mendonça, comandante do policiamento em Guarulhos e regiões adjacentes; Carlos Alexandre Marques, chefe do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom); e Marisa de Oliveira, comandante do policiamento na Zona Leste.
## O Caso Gisele Alves Santana
A soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro. Inicialmente considerado um suicídio, o caso evoluiu para um inquérito de feminicídio qualificado e fraude processual.
Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, marido de Gisele, está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi denunciado pelo Ministério Público e é réu por feminicídio e fraude processual. A mudança na linha de investigação se deu após a análise de laudos periciais, depoimentos e evidências obtidas de dispositivos eletrônicos.
### Relação Conturbada
Segundo o relatório da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo, há um conjunto considerável de elementos que afastam completamente a hipótese de suicídio. Entre os principais indícios estão contradições nas declarações do tenente-coronel, manipulação da cena do crime e marcas de violência prévia à morte de Gisele. De acordo com a versão apresentada, o tenente-coronel teria ouvido o tiro poucos instantes após sair do quarto da esposa.
O exame necroscópico confirmou que o disparo foi efetuado com a arma encostada na cabeça da vítima, uma trajetória que contradiz a possibilidade de um tiro autoinfligido. Além disso, lesões no rosto e no pescoço de Gisele, incluindo marcas de dedos e arranhões, indicam que ela foi imobilizada antes da morte. Hematomas ao redor dos olhos também sugerem agressões ocorridas antes ou no momento do disparo.
*Informações obtidas da CNN Brasil.*











