
**Sargento da PMPE é punido por uso de bigode fora do padrão regulamento**
O sargento Samuel de Araújo Lima, integrante da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), foi condenado a três dias de detenção disciplinar por desrespeitar normas que regulam a apresentação pessoal dos policiais. A informação foi confirmada pela corporação na terça-feira (27) e a punição está sendo contestada pelo militar.
Atualmente alocado na Companhia Independente de Apoio ao Turista (CIATur), o sargento possui mais de 35 anos de serviço na PMPE. De acordo com seu advogado, Tiago Reis, a questão surgiu em dezembro do ano passado durante uma atividade extraordinária, quando uma capitã notou que o bigode de Araújo excedia os limites estabelecidos pelo regulamento.
“Ela afirmou que o bigode não poderia ultrapassar a linha inferior, mas ele usa esse estilo há mais de 35 anos e nunca foi contestado antes”, esclareceu Reis.
Até o momento, o sargento não cumpriu a detenção, uma vez que aguarda notificação formal e mantém o recurso ativo. O advogado mencionou que, em virtude da situação não resolvida, o policial precisou fazer ajustes no bigode para evitar novas advertências.
“O sargento precisou adaptar o bigode, pois qualquer dia de trabalho poderia resultar em novas notificações pela mesma razão. Portanto, ele se viu forçado a ajustar”, afirmou Reis.
Em resposta, a PMPE informou que a punição possui caráter administrativo e não impede o sargento de continuar em suas funções. A corporação destacou que todo o processo disciplinar seguiu as normas do contraditório e da ampla defesa, permitindo que o sargento contestasse a decisão.
“A PMPE enfatiza a necessidade de normas e regulamentos internos para garantir disciplina, hierarquia e padronização, elementos fundamentais para o funcionamento adequado da corporação e a manutenção da ordem”, declarou a PM em nota.
Outra informação relevante é que o regulamento SUNOR nº 068/2020, que estabelece diretrizes sobre a apresentação pessoal dos militares estaduais, inclui especificações sobre o tamanho do bigode. O advogado do sargento informou que ele desconhecia as mudanças na normativa de 2020 e não recebeu nenhuma orientação ou advertência prévia a respeito da situação.











