
Publicado em: 17 de abril de 2026
Receitas totais estão previstas em R$ 138,6 bilhões enquanto a mobilidade urbana foca em soluções menos poluentes até 2028.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, apresentou recentemente à Câmara Municipal o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2027, que inclui a previsão de receitas e despesas da administração pública. Este projeto considera os investimentos necessários previstos no Plano Plurianual (PPA) para o período de 2025 a 2028.
Conforme informações do Diário do Transporte, a receita total estimada atinge R$ 138,6 bilhões, um aumento em comparação ao orçamento de 2026 que foi de R$ 137,3 bilhões.
Investimentos em Mobilidade e Sustentabilidade
A proposta do PPA inclui uma meta ambiciosa: substituir 2.200 ônibus a diesel por veículos com matrizes energéticas mais sustentáveis. Esse projeto requer um investimento significativo que contará com financiamento de empréstimos com um total de créditos previstos de R$ 4,2 bilhões, divididos da seguinte forma:
- R$ 3 bilhões para ônibus elétricos via BNDES;
- R$ 603,1 milhões financiados pelo BIRD;
- R$ 588,8 milhões com recursos do BID.
Além disso, o PPA destina R$ 6,46 bilhões para a criação de corredores de transporte coletivo, buscando melhorias como:
- Implantação de novos BRTs para agilizar o deslocamento da população;
- Construção de piscinões para combater alagamentos;
- Requalificação de principais vias urbanas para aumentar a segurança e conforto de passageiros.
Risks Fiscais e Processos Judiciais
Entretanto, a gestão enfrenta desafios, como 20 processos judiciais de empresas de ônibus contra a prefeitura, que representam um risco fiscal de cerca de R$ 1 bilhão. Esses processos são referentes a reivindicações de ressarcimentos e indenizações acumuladas ao longo dos anos, conforme destacou o Diário do Transporte.
Atrasos na Eletrificação da Frota
A meta de eletrificação proposta por Nunes durante seu mandato anterior, estabelecida para 2024, era de 2,6 mil ônibus elétricos, mas a realidade é bem diferente. Atualmente, apenas 1.300 ônibus elétricos estão operacionais, o que representa uma fração da frota total de 13.000 coletivos.
Desde 2022, a aquisição de novos ônibus a diesel foi proibida, porém a infraestrutura para suportar a eletrificação ainda não está adequada. Em resposta a isso, a SPTrans permitiu a ampliação da idade máxima dos ônibus que podem operar na cidade, permitindo que veículos mais antigos permaneçam em circulação.
O atraso na eletrificação tem gerado discussões sobre alternativas como ônibus movidos a biometano. A prefeitura anunciou que, até 2028, a meta será adaptada, promovendo coletivos mais sustentáveis, mesmo que não sejam inteiramente elétricos.
Atualizações Contratuais e Aditivos
Recentemente, a prefeitura publicou aditivos contratuais, permitindo que ônibus mais velhos permaneçam em circulação, numa tentativa de evitar colapsos no sistema de transporte. Além disso, estão sendo desenvolvidos novos modelos de ônibus movidos a biometano, reforçando um compromisso com a sustentabilidade.
Essas informações foram apuradas e relatadas pelo Diário do Transporte, que tem monitorado o desenvolvimento das políticas de mobilidade em São Paulo. Para mais detalhes, acesse a cobertura completa em: Diário do Transporte.











