
A mobilização abrange também a retirada do Projeto de Lei 1316, que trata da Reforma Administrativa da Educação e é visto pela entidade como uma ameaça à qualidade do ensino. Além disso, os docentes solicitam a revogação da Avaliação de Desempenho, considerada injusta, abertura de classes para o ensino regular e Educação de Jovens e Adultos (EJA) no período noturno, e serviços de Educação Especial inclusiva para alunos com deficiência.
Demandas da Categoria
O presidente interino da Apeoesp, Roberto Guido, destacou que a paralisação é uma continuidade da assembleia realizada no dia 6 de abril. Segundo Guido, além do reajuste salarial, o movimento visa a devolução do confisco que afeta os aposentados e a retirada do PL 1316, que traz propostas de avaliações consideradas punitivas aos docentes, incluindo a possibilidade de remoção obrigatória.
Equidade Salarial e Críticas à “Plataformização”
Outro ponto importante levantado pela Apeoesp é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que visa equiparar os salários dos professores da educação básica aos de outros profissionais com diploma de nível superior. O sindicato também expressou preocupações sobre a “plataformização do ensino”, que envolve a integração de plataformas de empresas privadas na rotina escolar.
Próximos Passos
Uma assembleia está agendada para sexta-feira, às 16h, no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, onde os professores decidirão os próximos passos da greve e as estratégias para suas reivindicações.











