
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, respondeu às críticas feitas pelo ministro André Mendonça sobre sua atuação na investigação do caso Master. Em um documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gonet defendeu que a análise de casos criminais não pode ser tratada como “uma formalidade vazia de importância”, enfatizando que a Procuradoria deve agir de maneira ponderada.
A manifestação de Gonet vinha em resposta a uma observação do relator do caso no STF, que considerou “lamentável” a postura do procurador em solicitar um prazo adicional para decidir sobre um pedido de prisão para Daniel Vorcaro. Segundo Gonet, as petições da Polícia Federal (PF) continham mais de 700 páginas, e ele destacou que “os fatos – mesmo os mais graves – devem ser situados no tempo”, para que as medidas requeridas sejam avaliadas tecnicamente.
Além disso, o procurador-geral ressaltou que “a gravidade do delito, conforme a jurisprudência do STF, não é suficiente para justificar qualquer medida cautelar”. Para justificar seu pedido de mais tempo, Gonet mencionou a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que ocorreu logo após sua prisão pela PF. “O impacto de certas providências cautelares de ordem penal sobre valores fundamentais pode ser exemplificado no evento fúnebre ocorrido durante a operação realizada”, argumentou Gonet.
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