
Após a privatização da Sabesp, a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) reduziu significativamente o número de multas impostas à concessionária de água e saneamento. No entanto, essa mudança não indica uma relação harmoniosa entre a prefeitura e a empresa.
De acordo com informações publicadas pela Folha de S.Paulo, em 2024, a prefeitura de São Paulo aplicou 3.568 multas, totalizando R$ 263,2 milhões. Em 2025, esse número caiu para 1.340 multas, com um montante de R$ 67,2 milhões em penalidades. As infrações foram registradas devido a buracos, crateras e falhas nas obras de recomposição asfáltica, que não atenderam aos padrões técnicos exigidos.
Postura da Prefeitura em Relação à Sabesp
Apesar da diminuição nas multas, a gestão de Nunes vem pressionando a Sabesp internamente por melhorias. Contudo, a prefeitura evita críticas públicas à concessionária, o que contrasta com a postura mais rígida em relação à Enel, outra empresa que atua no setor de serviços em São Paulo e que tem sido alvo de severas reclamações por parte do prefeito.
Críticas e Descontentamento nos Bastidores
O prefeito Ricardo Nunes frequentemente compartilha com a diretoria da Sabesp imagens e links relacionados a incidentes causados por buracos deixados pela empresa. Além disso, membros da prefeitura manifestam insatisfação com a qualidade do serviço de saneamento nas comunidades periféricas da cidade, levantando preocupações sobre a eficiência da prestação de serviços pela concessionária.
Esses descontentamentos indicam que, embora a quantidade de multas tenha diminuído, a relação entre a prefeitura e a Sabesp continua tensa, exigindo atenção e melhorias significativas nas operações da empresa.











