
Prieto, um destacado membro do PCC, foi capturado em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na última terça-feira (22). A ação foi realizada com o apoio da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil de São Paulo.
Histórico da Fuga
O criminoso estava foragido desde janeiro de 2022, após uma ousada operação armada que resultou em sua libertação e de outro preso, Pablo Ribeiro Lopes Santos. Naquele episódio, homens armados com fuzis invadiram a cadeia pública anexa ao 1º Distrito Policial de Guarujá, no litoral paulista. Pablo Lopes Santos é acusado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de auxiliar Prieto na lavagem de dinheiro proveniente das drogas.
Consequências Legais
Após a fuga, Prieto foi julgado à revelia e condenado a 20 anos, 2 meses e 20 dias de prisão por narcotráfico, associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Pablo Lopes Santos foi absolvido da acusação de associação para o tráfico, mas condenado a pouco mais de quatro anos em regime semiaberto por lavagem de dinheiro.
O juiz André Rossi, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Guarujá, ressaltou que a prisão de Prieto e sua transferência para o Brasil são juridicamente válidas. Ele considerou que a detenção é crucial para a continuidade do processo e a aplicação da lei, citando o constante risco de fuga internacional do acusado.
Captura e Transferência
Prieto foi interceptado por agentes da Força Especial de Luta contra o Narcotráfico (Felcn) da Bolívia, que, conforme reportado pela imprensa local, o entregaram às autoridades brasileiras. Ele foi transferido para o Brasil sob forte escolta policial no dia seguinte à sua prisão.
Paralelamente, agentes brasileiros estavam no país em busca de outro notório líder do PCC, André Oliveira Macedo, conhecido como André do Rap, mas não lograram êxito em localizá-lo.
Defesa e Controvérsias
Na sexta-feira (25), o advogado de Prieto, Áureo Tupinambá de Oliveira Filho, informou à Agência Brasil que busca anular a condenação em primeira instância, alegando várias nulidades processuais, incluindo a falta de embasamento na decisão judicial que autorizou a apreensão de cocaína em um imóvel utilizado por Prieto.
Tupinambá declarou: “O Roberto é inocente e o processo, que ainda não transitou em julgado, é nulo.” Questionado sobre a invasão da cadeia que resultou na fuga de Prieto e Pablo, o advogado se limitou a afirmar que não representava Prieto na época e, portanto, não poderia comentar sobre o ocorrido.
Contrapõe-se a essa argumentação a avaliação do MP-SP, que classificou o resgate como uma demonstração da estabilidade e permanência da associação criminosa, dado que a operação contou com várias armas e disparos contra os funcionários do presídio.
As polícias Federal e Civil de São Paulo informaram que não comentam sobre operações em andamento.
Essas informações têm contribuído para um contexto complexo em relação à luta contra o tráfico de drogas no Brasil, destacando a necessidade de medidas eficazes para a manutenção da ordem pública.











