
Felipe Monteiro Marques, copiloto de um helicóptero da Polícia Civil do Rio de Janeiro, faleceu neste domingo (17/5), aos 46 anos, após ser baleado na testa durante uma operação. O agente estava internado em estado grave, recuperando-se de uma cirurgia para remoção de um hematoma na cabeça.
Conforme divulgado por sua esposa, Keidna Marques, em uma postagem no Instagram, a morte de Felipe foi confirmada com uma mensagem de despedida, que ressaltava sua coragem e determinação: “Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou”, destacou.
Estado de Saúde em Declínio
No dia 15 de maio, Keidna atualizou sobre o estado clínico do marido, que havia se agravado. Ele precisou de medicações fortes para estabilização em virtude de complicações. “A infecção se agravou”, detalhou, enfatizando que a equipe médica estava fazendo o melhor possível.
Sábado (16/5), Keidna compartilhou um vídeo que mostrava Felipe reagindo dentro do seu estado crítico. A fisioterapeuta Gerlane expressou otimismo em relação ao tratamento, afirmando que todos os profissionais de saúde estavam empenhados em sua recuperação.
Histórico Médico de Felipe
No início de maio, Felipe havia passado por um procedimento para remover um hematoma, que, posteriormente, revelou novos pontos de sangramento. Ele já tinha se submetido a uma cirurgia anterior em abril para a colocação de uma prótese craniana. Em dezembro de 2025, ele recebeu alta após quase nove meses de internação, mas voltou ao hospital em janeiro de 2026 devido a uma infecção.
Contexto do Acidente
Felipe foi alvo de disparos enquanto sobrevoava a favela Vila Aliança, na zona oeste do Rio de Janeiro, em março de 2025. O disparo de fuzil atingiu sua testa, resultando na perda de 40% de seu crânio. Ele foi inicialmente levado ao hospital em estado gravíssimo, antes de ser transferido para uma unidade particular.
Em declarações ao UOL em 2025, Keidna afirmou que, segundo os médicos, Felipe foi um dos poucos a sobreviver a uma lesão desse tipo, citando que a trajetória da bala, que bateu na janela do helicóptero antes de atingi-lo, foi um fator crucial para sua sobrevivência.
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