
A Polícia Civil de São Paulo está investigando um possível esquema em que autorizações judiciais para cultivo de cannabis medicinal possam estar sendo utilizadas como fachada para o tráfico de drogas. A operação investiga se os habeas corpus preventivos, que permitem o cultivo de cannabis para fins terapêuticos, estão sendo extrapolados por alguns usuários.
Detalhes da Investigação
Conforme relatado pela reportagem do Fantástico, da TV Globo, as investigações se concentram na utilização indevida de autorizações que, teoricamente, são destinadas apenas para uso pessoal e exclusivo dos pacientes. Um delegado envolvido no caso esclareceu que, caso um usuário ultrapasse os limites dessa autorização, a polícia tem a capacidade de intervir. “Ele planta e é para uso exclusivo dele. E, se eventualmente ele extrapolar, nesse momento a polícia pode agir”, explicou o delegado.
Caso de João Gabriel
Uma das situações citadas na investigação envolve João Gabriel Mazzucatto Costa, que obteve permissão judicial para cultivar cannabis em casa. Ele alega sofrer de condições como ansiedade generalizada, fobia social, insônia, transtorno de humor e dor lombar, e seu objetivo seria a produção de óleo de canabidiol para tratamento pessoal, segundo detalhado na investigação.
Os desdobramentos dessa operação podem impactar a visão pública sobre o uso medicinal da cannabis em São Paulo. A Polícia Civil segue apurando as evidências para determinar a extensão do uso indevido das autorizações e as possíveis consequências legais para os envolvidos.
A informação foi originalmente publicada pelo UOL.











