
A Polícia Civil de Campinas desmantelou uma fábrica clandestina de produtos de beleza, incluindo xampu, condicionadores e máscaras capilares, localizada em uma residência no Jardim do Lago. A operação resultou na prisão de uma mulher de 41 anos, apontada como a responsável pela produção artesanal. Segundo informações publicadas pelo Correio, o delegado Marcel Fehr, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), revelou que a suspeita utilizava redes sociais para anunciar seus produtos, se aproveitando do nome de uma marca renomada.
Operação e Prisão
A investigação começou após um alerta do fabricante de uma das marcas cuja identidade estava sendo utilizada de forma não autorizada. A polícia obteve mandados de busca e apreensão, que convalidaram a denúncia. Durante a operação, foi encontrado um verdadeiro laboratório caseiro. A investigada misturava produtos e matérias-primas de baixo custo em sua cozinha e quintal, utilizando batedeiras para o processo.
Produtos e Materiais Apreendidos
No local, os investigadores apreenderam uma quantidade significativa de materiais, incluindo 160 litros de ácidos, 500 frascos de xampu pronto, 570 frascos vazios e 800 válvulas borrifadoras. Além disso, foram encontrados equipamentos como funis e impressoras, utilizados para a rotulagem dos produtos. A produção era tão artesanal que os rótulos das marcas eram impressos diretamente na residência.
Crimes Contra a Saúde Pública
A suspeita foi autuada em flagrante por crimes previstos no artigo 273 do Código Penal, que trata de delitos contra a saúde pública, e pelo artigo 7º da lei que regula os crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo. A mulher já havia sido detida anteriormente pelo mesmo tipo de crime em 2024 e, após a nova prisão, permaneceu na cadeia feminina de Paulínia. Todo o material apreendido foi recolhido pelas autoridades.
Conclusão
A operação evidencia a preocupação das autoridades em combater a falsificação e a venda de produtos de beleza não autorizados, que podem representar riscos à saúde pública e infringir legislações rigorosas sobre a produção e comercialização de cosméticos. A investigação continuará para identificar possíveis conexões com outros comerciantes em Campinas e na capital paulista.











