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SP

PMs são presos por execução de homem rendido em SP e enfrentam júri popular

Segundo informações publicadas pelo UOL, dois policiais militares de São Paulo foram acusados de matar um homem que já estava rendido durante uma abordagem. O caso, que ocorreu em março de 2026, gerou repercussão e os agentes foram levados a júri popular após provas que sugerem uma execução.

O Incidente

Conforme apurado, um dos policiais, identificado como Moreira, disparou três vezes com um fuzil contra a vítima. A investigação revelou que outro policial, Gehrinh, tentou obstruir as gravações de sua câmera corporal, o que indicaria uma tentativa de dificultar a responsabilização pelos atos. Moradores da área afirmaram que não presenciaram o ocorrido.

Consequências da Abordagem

A vítima foi prontamente levada ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu aos ferimentos. Relatórios da perícia, obtidos pelo UOL, constataram que o homem recebeu tiros na cabeça, abdômen, costas e no braço direito. Os policiais alegaram defesa própria durante a abordagem, mas gravações analisadas pela Corregedoria contradizem essa justificativa. As imagens mostram a vítima com as mãos atrás do corpo e em postura calma, sem qualquer ação que justificasse a letalidade da resposta.

Prisão dos Policiais

Um mês após o incidente, a prisão dos policiais foi efetuada, comprovando a execução, segundo a Polícia Militar. Ambos foram posteriormente encaminhados ao presídio militar Romão Gomes, onde aguardam o desfecho do processo judicial.

Posicionamento da Polícia Militar

Em nota, o porta-voz da instituição, Emerson Massera, destacou a postura rigorosa contra ações ilegais. “A Polícia Militar é uma instituição legalista e jamais compactuará com excessos ou desvios de conduta”, disse. Massera também expressou o quanto o ocorrido envergonha a corporação.

Argumentação da Defesa

A defesa dos policiais alega que ambos agiram em legítima defesa, e o advogado João Carlos Campanini já manifestou sua intenção de demonstrar essa linha de defesa no tribunal do júri. O desdobramento deste caso promete continuar gerando discussões sobre a conduta da polícia e a responsabilidade nas intervenções.

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